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SÃO PAULO – As pessoas que dependem do transporte público na cidade de São Paulo deverão desembolsar valores maiores para poder ir ao trabalho, à escola ou a qualquer outro lugar.
Isso porque, a partir desta quinta-feira (30), passa a valer o reajuste de 15% sobre o preço da passagem de ônibus e 9% em metrôs, trens e trólebus, que passaram para R$ 2,30. No sistema integrado de dois transportes, o valor salta de R$ 3 para R$ 3,50. A porcentagem para o aumento é maior do que a inflação indicada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), próxima de 7% desde a data do reajuste anterior, em março de 2005.
Aumento da tarifa
Em um ano, as tarifas de ônibus em São Paulo já subiram 400%. Segundo o professor PhD da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista – Marcos Crivelaro, praticamente metade da inflação de 2006 será reflexo da alta no preço dos combustíveis e do aumento da tarifa no transporte público.
“A tarifa de São Paulo está entre as cinco mais caras do Brasil. As maiores tarifas custam R$ 3 e ocorrem em linhas de ônibus de Brasília e Florianópolis. Também temos preços mais elevados que os nossos vizinhos sulamericanos”, disse o especialista.
Trajetos
Segundo levantamento realizado pela Associação Nacional de Transportes Pùblicos, em distâncias de 500 metros a 1 quilômetro, 45% das pessoas escolhem percorrer a pé e 10% de bicicleta.
Para Crivelaro, esses resultados são atribuídos à incapacidade da população de pagar as tarifas. “O trabalhador que ganha de um a dois salário mínimos e que está na informalidade gasta praticamente metade de seu salário no trajeto do local de trabalho”.