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SÃO PAULO – A variação nos preços do grupo Transporte contribuiu de forma importante para que a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrasse aumento menos intenso no mês de junho.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no sexto mês de 2012, a inflação desacelerou para 0,08%, frente aos 0,36% registrados em maio deste ano. O grupo Transporte registrou variação de -1,18%, com impacto de – 0,24 ponto percentual no índice.
“O item automóveis novos exerceu a mais forte pressão para baixo. Isso ocorreu em razão do IPI reduzido desde 21 de maio, que levou a uma queda de 5,48% nos preços e impacto de -0,19 p.p. Influenciado pelos novos, no mercado dos automóveis usados, os preços se reduziram em 4,12%, provocando impacto de -0,07 ponto. Juntos, somaram -0,26 ponto percentual de impacto no índice”, revela relatório do IBGE.
Além de Transporte, outros grupos contribuíram para o recuo da inflação entre maio e junho, são eles: Vestuário (de 0,89% para 0,39%), Despesas Pessoais (de 0,60% para 0,47%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,66% para 0,38%), Habitação (de 0,80% para 0,28%), Alimentos e Bebidas (de 0,73% para 0,68%) e Artigos de Residência (de 0,17% para -0,03%).
Em 12 meses, a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,92%, enquanto que no ano a variação é de 2,32%.
Outros destaques
No que diz respeito aos outros grupos analisados pelo IBGE, na passagem de maio para junho, apenas os grupos de Educação e Comunicação apresentaram movimento contrário. No primeiro caso, a variação passou de -0,01% no quinto mês do ano, para 0,06% no sexto mês de 2012. Já em Comunicação, a variação foi de -0,19% para -0,01% no período.
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Regiões
Entre os índices regionais, Rio de Janeiro e Belém apresentaram as taxas mais altas de junho, ficando com inflação de 0,23% nos dois caos. De acordo com o IPCA, no Rio de Janeiro, os alimentos(1,28%) apresentaram a maior taxa entre as regiões pesquisadas. O índice de Belém foi influenciado pelo resultado do táxi (8,23%), em decorrência do reajuste de 15,10% a partir de 16 de maio.
Por outro lado, o menor índice foi o de Fortaleza, que apresentou queda de 0,26%, sob influência das contas de energia elétrica (-5,42%), que refletiram a queda do PIS/COFINS.