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Trader explica como é possível operar nos EUA com US$ 2 mil e ao custo mínimo de US$ 67,60

Enquanto no Brasil podemos contar nas mãos quantas ações conseguimos operar no day trade, nos EUA há milhares de ações que fazem um giro financeiro diário enorme. Sempre vai ter um mercado em todas as tendências, diz Leandro Ruschel, diretor da Liberta Global

Paula Barra

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SÃO PAULO – Com uma aplicação mínima de US$ 2 mil e custos de US$ 67,60 já é possível operar no mercado americano, disse em entrevista ao InfoMoney o trader profissional Leandro Ruschel, que atua há 5 anos de maneira intensa nas Bolsas dos Estados Unidos, mas que decidiu se mudar definitivamente para lá apenas em 2013, quando viu surgir uma boa oportunidade em suas mãos, coincidindo com o momento econômico que o Brasil atravessava – época em que os primeiros sinais de problemas mais sérios no País começavam a surgir.  

Para ele, muitos brasileiros não aproveitaram esse período e ainda não aproveitam o mercado americano por falta de conhecimento, por considerarem a operação inviável, e acabam esquecendo as oportunidades que estão perdendo – tanto em produtos oferecidos quanto em liquidez. A diferença é brutal para o trader, explica Ruschel, que, em 2014, fundou a Liberta Global, escola de traders focada em investimentos nos EUA, localizada em Miami, por onde ele tenta desmitificar esse mercado aos brasileiros.  

São dezenas de bolsas, mais de 20 mil ações para operar, opções, futuros, moedas, ETFs. A Apple, por exemplo, a ação mais negociada nos EUA movimenta por dia mais do que 4 BM&FBovespas, comenta. “Enquanto no Brasil podemos contar nas mãos quantas ações conseguimos operar no day trade e swing trade; no mercado americano, temos milhares de ações que fazem um giro financeiro diário enorme. Sempre vai ter um mercado em todas as tendências. Fica mais fácil capturar as oportunidades”.

Ruschel, que trabalha há mais de 15 anos no mercado financeiro, disse que começou aos poucos a operar lá fora. “Mas meus modelos deram muito certo e fui concentrando cada vez mais meu capital nos EUA”, comenta. 

Ele conta sobre o dia pós-Brexit, quando o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, abriu em queda de 7,7%, mas desacelerou ao longo do dia e encerrou em baixa de 3,15%. “Eu operei a própria situação. O ETF (Fundo de Índice, na sigla em inglês) do Reino Unido fez uma movimentação muito forte contra tendência e fiz uma compra e o mercado, em seguida, fez um movimento positivo, e consegui aproveitar todo o movimento. Essa é uma das grandes vantagens daqui, tem vários ETFs com muita liquidez“, comenta.

Do lado operacional do negócio, ele comenta que é bem simples. “É possível começar a operar nos EUA com US$ 2 mil, valor mínimo exigido por algumas corretoras”. O montante, no entanto, varia bem, com algumas chegando a exigir um depósito mínimo de US$ 10 mil. Os custos dessa transação (considerando o valor mínimo) ficaria em US$ 67,60 (ou 3,38% do valor inicial aplicado), sem considerar os custos com corretagem e impostos – que serão cobrados, no Brasil, como se você tivesse comprado e vendido uma ação na BM&FBovespa e com tabela progressiva para juros e dividendos, explica.  

Levando em consideração apenas o custo da transação, Ruschel fez 3 simulações a pedido do InfoMoney. Confira a seguir como funcionária na prática:

– Simulação 1:

Valor Investido: US$ 2.000,00

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Contrato de câmbio: US$ 20,00

Spread de câmbio* (2%): US$ 40,00

IOF (0,38%): US$ 7,60

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Custo Total: US$ 67,60 ou 3,38% do valor investidor 

Manutenção da conta: US$ 20,00/mês ou 1% (geralmente não há cobrança de manutenção pelas corretoras quando há uma atividade mínima, como pelo menos uma operação por mês).

*Spread de câmbio: a diferença entre quanto a casa de câmbio paga pela compra do dólar e quanto ela recebe para vender para o cliente. É de onde basicamente vem o lucro da corretora. Quanto maior o valor a ser transferido, normalmente, menor será o spread.

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-Simulação 2: 

Valor Investido: US$ 10.000,00

Contrato de câmbio (1,5%): US$ 150,00

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IOF (0,38%): US$ 38,00

Custo Total: US$ 208,00 ou 2,08%

Manutenção da conta: US$ 20,00/mês ou 1% (geralmente não há cobrança de manutenção pelas corretoras quando há uma atividade mínima, como pelo menos uma operação por mês).

– Simulação 3: 

Valor Investido: US$ 100.000,00

Contrato de câmbio: US$ 20,00

Spread de câmbio (1,0%): US$ 1.000,00

IOF (0,38%): US$ 380,00

Custo total: US$ 1.400,00 ou 1,4%

Manutenção da conta: US$ 20,00/mês ou 1% (geralmente não há cobrança de manutenção pelas corretoras quando há uma atividade mínima, como pelo menos uma operação por mês).

*A simulação feita por Ruschel envolve um estudo feito com 4 corretoras americanas e 3 corretoras de câmbio brasileiras e apresenta uma média das taxas cobradas. Vale mencionar que os valores podem variar significativamente.

S&P 500 na máxima histórica: é motivo para cautela?
Apesar de o mercado dos EUA terem subido bem – com o S&P 500 tendo batido máximas históricas pelo 4° pregão seguido -, Ruschel acredita na continuação da tendência altista. “Nós tivemos o rompimento de um topo histórico, o que significa a continuidade dessa tendência. Enquanto tivermos uma tendência de alta, eu quero estar comprado”, disse. Seguindo seus modelos, uma operação na venda só seria iniciada quando identificar sinais de uma tendência de baixa.

“Pela minha experiência, temos que seguir a tendência. Antecipar um movimento é muito difícil, se não impossível. Então sigo acompanhando o movimento do mercado. É uma ilusão das pessoas acreditarem que elas vão criar um modelo que vai acertar 100% das vezes”, comentou.

Ele pondera, no entanto, que, analisando a situação como um todo, esse movimento de taxas de juros negativos no mundo todo, de intervenções dos Bancos Centrais gera preocupações e não sabemos se isso vai acabar bem ou mal. “Mas isso envolve mais uma alocação conservadora, não o trading do dia-a-dia. Por enquanto estamos vendo as ações em uma tendência de alta”, disse.  

Sobre o Brasil, ele disse que esse um certo otimismo visto pelo mercado interno pode estar um pouco inflado. “Pelo tenho conversado com os gestores por aqui, a visão que eles têm para o Brasil ainda é marginal. Eles não vão alocar mais de 1% do capital no Brasil. É claro, que olhando pelo tamanho do mercado brasileiro, isso trará fluxo, mas não vai durar para sempre”. 

“Embora estejamos mais otimistas agora do que no início do ano, não vejo como um mercado fundamentalmente interessante. Mesmo que se confirme o impeachment de Dilma. O problema é muito sério, não vejo o desejo, nem a força política necessária para aprovarem as medidas necessárias. Não vejo ninguém com essa vontade. E esse o ato de ‘empurrar com a barriga’ tem sido beneficiado pelas taxas de juros negativas ao redor do mundo”, criticou. Segundo ele, para um País como o Brasil, que apresenta uma instabilidade muito grande, é importante que o investidor pense em diversificar. “Todos os investidores de sucesso que conheço tem um nível de diversificação global, isso é muito importante”. 

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