Trade do dia: compra de elétricas e educacionais e mais quedas para Petrobras

Para analista Flávio Conde, a estatal deve sofrer com mais quedas do petróleo, que deve chegar a US$ 40 ainda este mês

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SÃO PAULO – As ações das elétricas e educacionais devem se beneficiar nesta terça-feira (13) em meio às notícias de possível socorro do governo e anúncio de recompra de ações, enquanto os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) tendem a seguir movimento de queda da véspera diante da derrocada dos preços do petróleo. A opinião é do analista Flávio Conde, que estima que o preço da commodity deve chegar a US$ 40 ainda este mês, ou já nesta semana. Nesta sessão, o petróleo Brent, negociado em Londres, cai 3,61%, a US$ 45,73, enquanto o WTI, cotado nos Estados Unidos, recua 3,26%, a US$ 44,57. 

Segundo o analista, o setor elétrico deve ganhar em meio à percepção de que o “bom senso está voltando aos poucos ao governo com a chegada de Joaquim Levy, no ministério da Fazenda”. Ele recomenda compra especulativa de Eletrobras (ELET3; ELET6), Cesp (CESP6) e Cemig (CMIG4). A que teria mais potencial de valorização é a ação preferencial da Eletrobras – ELET6 -, mas o risco é maior com alta volatilidade, mas ainda assim é a preferida, recomenda.  

De acordo com notícias do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a presidente Dilma Rousseff estaria preparando um novo socorro ao setor elétrico, que pode chegar a R$ 2,5 bilhões, enquanto os consumidores voltariam a pagar pelos subsídios assumidos pelo Tesouro há dois anos por meio da Medida Provisória n° 579. Dilma teria dado seu aval à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para desmontagem do pacote já este mês. 

Sobre o setor de educação, os papéis podem ganhar após o anúncio da Ser Educacional (SEER3) de que irá recomprar até 37,5 milhões de ações com o prazo de 365 dias depois do papel ter caído quase 40% somente este ano. A ação foi a mais prejudicada do setor em 2015 depois de notícias sobre ajustes no FIES (programa de financiamento estudantil). “É uma compra especulativa interessante juntamente com Kroton (KROT3), que despencou 8% ontem (e acumula queda de 21% no ano). As ações estão caindo por conta de mudanças regulatórias, que prejudicariam as educacionais, mas as próprias estão tentando reverter a mudança”, disse. 

Por outro lado, a Petrobras deve sofrer ainda mais, comenta o analista. Isto porque o petróleo ainda não chegou ao seu fundo e mais quedas devem vir pela frente. Na véspera, as ações da estatal caíram mais de 5%, quando foram pressionadas pela queda da commodity e um relatório do Goldman Sachs, que cortou o preço-alvo dos papéis da companhia de R$ 12 para R$ 11 em meio à projeção menor para o petróleo em 2015. 

Outra ação que pode ser prejudicada nesta sessão é a Vale (VALE3; VALE5), mas com uma queda menos acentuada, comentou o analista. Os papéis devem sofrer por conta da desvalorização dos metais, que não recuam apenas porque acompanham o desempenho do petróleo, como também porque estão com desequilíbrio entre a oferta e demanda.