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SÃO PAULO – Após apresentação da direção da Tractebel (TBLE3), o Citi reiterou sua recomendação de compra aos papéis da companhia, revisou suas estimativas e, sem perder o otimismo, elevou o preço-alvo de R$ 30,00 para R$ 31,00 – um potencial teórico de apreciação de 24% face ao último fechamento.
“Em nossa opinião, a reunião reforçou o posicionamento da companhia quando se trata de sua relação risco-retorno”, comentam Marcelo Britto e Tathiana Reis, analistas a cargo do relatório do banco. “Enquanto a GDF Suez segura maiores riscos durante as construções, exigindo um retorno justo sobre seus investimentos, a Tractebel corre menores riscos em sua operação, com fluxos de caixa estáveis”, explica a dupla.
A redução das surpresas, como a definição por parte da controladora de um teto de 12% do capex (investimento em bens de capital) do projeto a ser pago pela Tractebel pela transferência dos ativos, aliada a uma atualização trimestral do andamento dos projetos também foram avaliadas como positivas pelo Citi.
Gestão transparente
Além dos menores riscos operacionais, outro ponto exaltado pelos analistas é a nova gestão da companhia. “O Comitê Independente deve trazer maior transparência aos investidores sobre detalhes de pressupostos e de avaliações pré-acordo”, dizem, referindo-se à formação de um comitê independente para avaliar as transações entre as duas partes, o qual já pré-aprovou uma garantia de repasse de 50% do valor agregado de cada projeto à Tractebel.
“A Tractebel está prestes a atingir retornos maiores e mais claros”, afirma a dupla, prevendo uma diminuição no prêmio entre os papéis da GDF e da Tractebel – com trajetória de elevação na cotação dos ativos ordinários da Tractebel.
Preços auxiliam
Além disso, considerando o cenário de preços elevados de energia, os analistas prevêem bom momento à empresa, que deverá se beneficiar da exposição por conta da geração de energia térmica, o que permite comprar eletricidade a baixos preços.
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Britto e Reis destacam que a empresa já passou por situação semelhante em 2008, quando atingiu um Ebitda (geração operacional de caixa) 45% maior no primeiro trimestre do ano. Outro fator é a exposição ao mercado spot, “que também favorece a Tractebel”.