Azzas cai quase 4%, Track&Field fecha no zero: o que mercado achou dos balanços?

Analistas viram números fracos para Azzas e positivos para TFCO4

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

Enquanto a Track&Field (TFCO4) reportou um segundo trimestre sólido em 2026, a Azzas (AZZA3) sofreu pressão em todas as unidades de negócio, com resultados fracos.

A diferença dos balanços se refletiu no desempenho das ações nesta quinta-feira (13).

A Track&Field fechou no zero, com leve variação negativa de 0,074% (R$ 13,51), ainda que tenha subido por toda a sessão. Já os ativos da Azzas recuaram 3,90% (R$ 15,26).

Ao final do trimestre, a Track&Field teve resultados de crescimento de receita e de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) acima das expectativas.

De acordo com a leitura da XP Investimentos, as vendas líquidas permaneceram fortes, impulsionadas pela assertividade da coleção, uma rede bem abastecida e uma sólida execução em datas comerciais importantes.

Ao mesmo tempo, assim como aconteceu no primeiro trimestre, as vendas para franquias superaram as expectativas (+22%). Os analistas da casa acreditam que esse movimento deve continuar a sustentar o crescimento dos royalties no terceiro trimestre, também.

A maior contribuição das vendas para redes de lojas (sell-in) na receita acabou pressionando a margem bruta, que perdeu -60 pontos-base. Ainda assim, o efeito foi parcialmente compensado pela maior participação de royalties, segundo os analistas.

Azzas pressionada em todas as direções

A Azzas reportou resultados fracos no segundo trimestre de 2026, com receita pressionada em todas as unidades de negócio. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) também veio abaixo das expectativas do mercado.

De acordo com a XP Investimentos, a companhia ainda enfrenta desafios operacionais na maioria das unidades. Como resultado, nenhuma delas apresentou crescimento no período.

Continua depois da publicidade

As vendas brutas consolidadas caíram 7% na comparação anual, considerando as operações continuadas, em linha com a estimativa da XP. O sell-in, por sua vez, foi o principal fator negativo, enquanto o sell-out teve um crescimento moderado.

Segundo os analistas, o sell-in ficou pressionado, caindo 14% ao ano, por causa da normalização da cobertura de estoques nas franquias. Além disso, houve também uma menor participação do faturamento da coleção de verão em Shoes & Bags. O cenário ainda leva em consideração um horizonte macroeconômico mais desafiador para o consumidor.

De acordo com o Goldman Sachs, a continuidade dessa tendência de vendas fracas era, em geral, esperada. A principal surpresa, por sua vez, veio do lado das despesas. Os analistas explicam que a relação entre SG&A (despesas de vendas, gerais e administrativas, em tradução livre) e receita foi pressionada em 550 pontos-base, impactada pela alavancagem operacional negativa.

Continua depois da publicidade

Autor avatar
Erick Souza
Mercados | Investimentos | Mundo