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SÃO PAULO – Para grande parte dos bancos e corretoras, o balanço da Totvs (TOTS3) divulgado após o pregão da última segunda-feira (31) ficou em linha com o esperado, mas com um viés positivo. Os dados, apesar de não tão robustos como do último trimestre, sustentam a perspectiva de crescimento contínuo para as receitas da companhia este ano, como em relação à expansão de suas margens.
Aspectos macroeconômicos trazem otimismo
O analista Luis Azevedo, do Bradesco, e a equipe de análise do JPMorgan preveem um impacto positivo sobre as receitas dos próximos trimestres em função da aceleração acumulada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços -Mercado), visando o ajuste dos preços e contratos. Além disso, o crescimento projetado para o PIB brasileiro em 2011, na casa de 7,7% na avaliação do banco dos EUA, deverá impactar positivamente na demanda por softwares, ajustado de acordo com o crescimento de cada cliente.
Apesar do crescimento abaixo do esperado do top line – a receita líquida da companhia cresceu 11% na comparação anual do quarto trimestre, 4,5 pontos percentuais abaixo do projetado pelo JPMorgan – os analistas André Baggio e Anna Daher reiteram a recomendação de overweight. A dupla considera que os resultados foram impactados pela sazonalidade e reforçam a perspectiva de forte expansão das margens em 2011.
Destaques do balanço
A Ativa Corretora avalia que a desaceleração do ritmo de expansão das receitas neste trimestre já era esperada, “o que está alinhado com a característica de volatilidade trimestral de resultados indicado pelo management da companhia”. No trimestre, foi observada a normalização do ticket médio de venda de licenças para novos clientes, ao mesmo tempo que a necessidade de adequação das pequenas e médias empresas às exigências do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) fez as vendas de base crescerem.
Dentre os resultados positivos apontados tanto pela Ativa quanto pelo Bradesco, está a expansão da margem Ebitda em patamar superior a 26% no quarto trimestre. Ambos avaliam que a redução das despesas operacionais, junto a um mix melhor de vendas, trazem perspectivas positivas para os próximos meses.
A Ativa espera que as vendas para pequenas e médias empresas também contribuirão para sustentar o crescimento da companhia. Ao mesmo tempo, aquisições mostram-se interessantes para fortalecer o portfólio e sua presença geográfica, destaca a corretora.
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| Instituição | Recomendação | Preço-Alvo | Upside* |
| Bradesco | Outperform | R$ 171,00 | 5,55% |
| JPMorgan | Overweight | – | – |
| Credit Suisse | Neutra | R$ 160,00 | -1,23% |
| Bank of America | Neutra | R$ 175,00 | 8,02% |
| Ativa | Neutra | R$ 170,00 | 4,93% |
| BTG Pactual | Em revisão | Em revisão |
Desempenho em bolsa pode ser restrito
Enquanto a maioria das instituições reitera suas recomendações, o Credit Suisse é bem menos otimista. Apesar da expectativa de que o crescimento das receitas em 2011, o banco diminuiu a recomendação da companhia para neutra. “Enquanto o momento operacional deve ser forte neste ano, acreditamos que o atual valor das ações já precificou este cenário”, afirmam Andrew Campbell e Marcelo Gonçalves.
Além de avaliarem que resta pouco espaço para ganhos no mercado acionário, eles acreditam que, em 2011, sustentar o crescimento de receitas com licenças visto em 2010 será um desafio para a companhia, que também enfrentará o aumento no custo de manutenção e serviços. Mesmo com as parcerias anunciadas, a contribuição delas deve ser pequena, diz a dupla.
Já o Bank of America diz esperar por “melhoras na consistência do mix de clientes e na expansão de margens para se tornar mais otimista sobre a ação”. Por enquanto, o rating neutro foi mantido, ao mesmo tempo em que os analistas não veem grande potencial de valorização para os papéis.
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*Com base na cotação de fechamento de 31 de janeiro