Taxas

Tombini indica ciclo de alta dos juros chegando perto do fim e derruba dólar e DI

O BC retirou expressão de que “avanços alcançados não são suficientes” e mostrou-se mais confiante, “vê frutos desse discurso”, diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos

SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, voltou a mexer no câmbio e nas taxas de juros nesta quinta-feira (2), depois de exaltar os avanços obtidos pelo Banco Central em termos de política monetária até agora. Ele disse que o trabalho do BC já surte efeito e que expectativas de longo prazo estão dentro na meta. 

O BC retirou expressão de que “avanços alcançados não são suficientes” e mostrou-se mais confiante, “vê frutos desse discurso”, diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos à Bloomberg. Com isso, os investidores já começam a ver uma saída do grande ciclo de alta dos juros implementado pela autoridade monetária brasileira desde o fim de 2014. “Estamos mais confortáveis em manter nossa expectativa para apenas mais uma alta da Selic, em 0,25 pp”, diz a economista. 

Após as falas de Tombini, realizadas na 42ª Edição do prêmio Maiores e Melhores da Revista Exame, o DI para janeiro de 2017 passou a cair 19 pontos-base, a 13,82%. O DI para janeiro de 2018 cai 22 p.bs, a 13,12%. Para o mesmo mês de 2019, 2020 e 2021, ele recua 18 p.bs, 14 p.bs. e 16 p.bs. respectivamente. 

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Já o dólar comercial, que já recuava devido aos dados fracos da economia norte-americana divulgados pela manhã, passava a cair mais, 1,42%, a R$ 3,0982 na compra e a R$ 3,1002.