Tom belicoso dita discurso de Bush à nação nos EUA

Apesar de afirmar que prioridade do governo será economia, Bush voltou a dar sinais claros de que uma guerra contra o Iraque parece ser inevitável

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SÃO PAULO – O presidente dos EUA, George W. Bush, em seu discurso à Nação realizado na noite da última terça-feira no Congresso norte-americano, afirmou que a principal prioridade de seu governo será a economia. Nesse sentido, voltou a citar seu ambicioso plano de corte de impostos, no valor de US$ 674 bilhões, como forma de impulsionar a economia dos EUA, que ainda não deu sinais concretos de recuperação.

Ainda no cenário interno, Bush voltou a defender uma reforma no sistema de seguridade social e de ampliação do seguro médico federal. Assim, pretende fazer uma privatização parcial do setor, como forma de reduzir o elevado déficit fiscal e ampliar o Health Care para todos os norte-americanos.
Bush acusa Iraque de proteger terroristas

No entanto, grande parte do discurso teve como tema principal o Iraque, com o presidente dos EUA tentando convencer a população de seu país da necessidade de um conflito armado no Oriente Médio para desarmar Saddam Hussein. Bush citou que o mundo já esperou por doze anos para o que país árabe se desarmasse e ainda acusou-o de proteger terroristas e ter ligações com membros da Al Qaeda, responsáveis pelos ataques a Nova Iorque e ao Pentágono em 11 de setembro de 2001.
Assim, Bush afirmou que uma guerra contra o Iraque estaria no contexto da guerra contra o terrorismo e, desta forma, criticou indiretamente líderes internacionais que se mostraram contrários ao conflito, enfatizando o risco que corre a população mundial caso não haja uma intervenção militar no país árabe.

Bush pede reunião na ONU para apresentar provas

O presidente dos EUA ainda afirmou que irá solicitar uma reunião ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no próximo dia 5 de fevereiro.
Nesta data, Bush afirmou que o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, irá apresentar provas de que o Iraque possui armas de destruição em massa e que tem ligações com redes terroristas internacionais.
Finalmente, George W. Bush mencionou que Saddam Hussein, ao não obedecer o ultimato da ONU de desarmamento, desperdiçou sua última chance de evitar a guerra, sinalizando que o conflito armado parece iminente.
Norte-americanos desaprovam guerra

Após uma pesquisa registrar que a popularidade do presidente George W. Bush sofreu consistente queda, novo levantamento sinalizou que a população norte-americana é contra a uma guerra no Iraque.
Nesse sentido, praticamente metade dos entrevistados afirmou não concordar com um conflito armado no Oriente Médio, enquanto 70% se mostrou contrário a uma guerra contra o país de Saddam Hussein se não forem encontrados indícios que provem as acusações do governo dos EUA.

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