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SÃO PAULO – Muito tem se falado sobre a possibilidade de investir em títulos públicos com pouco dinheiro e pela internet, mas será que estas aplicações valem a pena? Esta segunda-feira (07/01) foi o primeiro dia em que o pequeno investidor começou a comprar títulos através do Tesouro Direto, um portal de investimento pelo site do Tesouro Nacional.
Apesar dos comentários nos principais jornais de que o investimento em títulos púbicos representa um excelente negócio, deve-se ressaltar que ainda é difícil determinar o retorno para o investidor, visto que maioria das instituições financeiras autorizadas a operar no mercado ainda não definiu os custos da aplicação.
Entre as opções, NTN-C foi o que mais rendeu em 2001
No momento, o investidor pode optar entre três títulos federais para compra: LTN (Letra do Tesouro Nacional), LFT (Letra Financeira do Tesouro) e NTN-C (Nota do Tesouro Nacional – Série C).
Dentre os três tipos de títulos, somente os LTN são pré-fixadas, isto é, tem os rendimentos estabelecidos no início da aplicação, enquanto as LFT e as NTN são pós-fixadas. Em 2001, o melhor rendimento, de acordo com estimativas do próprio Tesouro, ficou com as NTN-C, com um rendimento de 21,87% ou cerca de 1,67% ao mês. Em seguida vieram as LTNs com ganhos de 20,81% (ou 1,58% ao mês) e finalmente as LFTs, que pagaram juros anuais médios de 17,45% (ou 1,35% ao mês).
Como a perspectiva para os juros em 2001 é de queda, as LTNs podem acabar sendo a melhor opção de investimento, visto que os títulos pré-fixados tendem a se beneficiar em um cenário de queda nos juros como esperado em 2002.
Rentabilidade pode ser afetada pelas taxas
Estas rentabilidades, no entanto, são brutas, e não refletem os ganhos reais dos investidores, já que deste valor devem ser descontadas as taxas cobradas pelas instituições intermediárias e pela CBLC (Central Brasileira de Liquidação e Custódia) pela custódia dos títulos. Nos fundos de investimento, por exemplo, as taxas de administração são descontadas do valor da cota, portanto a rentabilidade já deduz os custos das transações.
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Taxas variam entre instituições
Muitas instituições ainda não divulgaram detalhes sobre os custos envolvidos na compra de títulos federais. Contudo ao entrar em contato com algumas das instituições autorizadas a operar neste mercado, pudemos perceber que as taxas e estrutura de cobrança variam muito, de forma que a recomendação de pesquisar continua valendo. Enquanto algumas instituições dão descontos nas taxas para aplicações de mais de dois anos, outras aplicam taxas mais baratas desde o início.
Por exemplo, o Bank Boston cobra duas taxas para o investidor em títulos públicos. A primeira, de 0,5% ao ano sobre o montante de títulos, funciona como uma espécie de taxa de administração, enquanto a segunda, também de 0,5% é destinada à própria CBLC. Contudo, a partir do segundo ano a taxa de administração não é cobrada, o que reduz o custo da transação pela metade.
Por outro lado, quem investir pela Hedging-Griffo pagará três taxas: uma de 0,25% para a corretora, e outras de 0,03% e 0,40% que vão para a CBLC para cobrir os serviços de operação e custódia. No total a taxa cobrada é de 0,68% ao ano, bem mais baixa do que a do Bank Boston. Contudo, ao contrário do Boston, não são oferecidos descontos para o segundo ano de aplicação.
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A escolha entre as duas, portanto, vai depender do prazo do investimento, que variam de seis meses a 30 anos. Para os investidores que buscam aplicações de longo prazo, e optarem pelos títulos de prazo mais longo a preferência deve ser pelas instituições que cobram menos a partir do segundo ano, e vice-versa.
Boa alternativa de diversificação
A aplicação em títulos federais é recomendada para quem tem um perfil de investimento mais conservador. Além de uma boa alternativa de proteção do seu patrimônio, o pagamento de juros permite que você tenha acesso a um rendimento periódico que pode ser usado para complementar sua renda.
Desta forma, trata-se de uma boa alternativa de diversificação para investidores mais conservadores, já acostumados com os fundos de Renda Fixa e DI. Antes disso, somente os investidores com mais de R$ 50 mil poderiam comprar estes títulos.
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Para maiores detalhes sobre como investir nos títulos federais, clique aqui.