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SÃO PAULO – Os números da venda no varejo dos EUA não deram maior ânimo e os sinais de fraco crescimento da economia norte-americana levam os investidores a procurarem títulos de países emergentes nesta terça-feira, impulsionando os títulos da dívida externa brasileira, que seguem em ligeira alta na sessão desta terça-feira.
Neste sentido, com as vendas varejistas norte-americanas caindo mais do que o esperado em agosto, os investidores internacionais passam a acreditar cada vez mais em uma postura gradualista do Federal Reserve nos próximos meses, já que o ritmo lento de recuperação da maior economia do mundo não dá folga para aumentos bruscos do juro.
Este tipo de perspectiva, por sua vez, é bastante favorável aos ativos de países emergentes, uma vez que amplia a sua competitividade frente aos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano. Isso explica, dessa maneira, a leve alta registrada por alguns bônus brasileiros nesta sessão.
Decisão do Copom ainda traz apreensão
Por outro lado, anulando em parte os bons efeitos do fraco indicador norte-marericano, encontra-se o clima de maior cautela dos investidores face à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anunciará na quarta-feira o novo patamar da taxa básica de juro da economia brasileira.
Algo que acontece nesta reunião e que não era verificado há alguns meses diz respeito à variedade de apostas com relação à decisão sobre o juro. Neste sentido, enquanto alguns apostam em manutenção da Selic, grande parte do mercado já fala em um aumento de 25 pontos base, elevando o juro básico para 16,25% ao ano.
Global 40 opera em alta
Assim, o principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em baixa de 0,06% na manhã desta terça-feira, cotado a 108,06 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque fica com o Global 20, que mostra baixa de 1,02%.
Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresenta alta de 0,06%, cotado a 98,06 centavos de dólar e o Par Bond registra valorização, cotado a 87,00 centavos de dólar.
Risco país cai
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 507 pontos base, uma queda de 1 ponto base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 98,06 | 98,00 | +0,06 |
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Par Bond | 87,00 | 86,75 | +0,29 |
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Discount Bond | 85,88 | 86,00 | -0,14 |
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Global 06 | 109,13 | 109,00 | +0,12 |
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Global 07 | 113,69 | 113,63 | +0,05 |
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Global 08 | 108,00 | 108,00 | 0,00 |
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Global 09 | 126,63 | 126,19 | +0,35 |
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Global 20 | 121,25 | 122,50 | -1,02 |
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Global 27 | 102,25 | 102,44 | -0,19 |
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Global 40 | 108,06 | 108,13 | -0,06 |
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