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SÃO PAULO – A única grande empreiteira que não teve um executivo preso na Lava Jato também não está imune dos efeitos nocivos da operação. Conforme destaca o blog Mercados, da Veja, os títulos de de dívida da Odebrecht Oil & Gas (onde a Odebrecht tem como sócios minoritários a Gávea Investimentos e o fundo soberano Temasek, de Singapura) caíram para uma mínima histórica.
O título emitido em junho e com vencimento perpétuo foi negociado ontem a US$ 0,45, o que significa um retorno de 20,65% para os investidores. E essa queda veio logo depois da Odebrecht Oil & Gas confirmar que está proibida temporariamente de participar de novos negócios com a Petrobras (PETR3;PETR4).
A proibição atingiu mais 22 fornecedoras da Petrobras. As 23 fornecedoras foram citadas como participantes de cartel nos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, bem como nos depoimentos prestados no âmbito do acordo de delação premiada dos executivos Julio Gerin de Almeida Camargo, do Grupo Toyo, e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, do Grupo Setal, segundo informou a Petrobras no final de dezembro.
Os títulos da Odebrecht Finance negociaram ontem a US$ 0,85 – 9% de yield . Porém, ressalta a coluna, ninguém no mercado de dívida acha que a Odebrecht terá o mesmo destino que a OAS.
Em um pouco menos de um mês, a OAS foi denunciada pela Justiça após a Lava Jato e passou a ser uma companhia que não honra com as suas dívidas: em três dias, a OAS já deu um calote de R$ 117,8 milhões. E a empresa ficou oficialmente inadimplente depois de não efetuar o pagamento de uma dívida de R$ 100 milhões em referência a nona emissão de debêntures, além dos juros dos títulos com vencimento em 2021.