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SÃO PAULO – Após perder forças no início da tarde, o Ibovespa recuperou o campo positivo após a ata do Fomc e com a confirmação de Janet Yellen como nova presidente do Federal Reserve. O índice encerrou esta quarta-feira (9) com alta de 0,45%, aos 52.547 pontos. Nesta sessão, foram 15 ações registrando ganhos acima de 2%, enquanto apenas 4 ativos recuaram mais de 2%
Na ponta positiva, o destaque ficou com as ações da TIM (TIMP3), que lideraram os ganhos do Ibovespa, com valorização de 6,70%, cotadas a R$ 11,63. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 10%, a R$ 11,99. O desempenho deve-se a notícia veiculada na Bloomberg de que a Telecom Italia já teria até pedido um valor mínimo esperado para vender o controle da companhia brasileira.
Segundo fonte anônima, a Telecom quer “no mínimo” 9 bilhões de euros – ou US$ 12 bilhões – para vender seus 67% de participação na TIM, mas a operação pode chegar a até US$ 13,5 bilhões. Levando em conta o valor mínimo exigido pelos italianos, a companhia brasileira estaria precificada em US$ 18 bilhões, o que reflete um ágio de 50% sobre o valor atual de mercado da empresa – até o fechamento de ontem, a TIM Brasil estava valendo R$ 26,4 bilhões. A matéria cita ainda que a assessoria de imprensa da Telecom Italia não quis se pronunciar a respeito do interesse da venda da brasileira.
Eletrobras cai 2,5% com novo projeto eólico
Na ponta oposta, ficou a Eletrobras (ELET3; ELET6), cujos papéis ordinários caíram 2,58%, a R$ 6,43, enquanto os preferenciais recuaram 0,18%, a R$ 10,84. O movimento reflete notícia publicada na imprensa nacional de que a estatal vai usar indenizações para investir R$ 2 bilhões em parques eólicos no Nordeste e na hidrelétrica de Sinop, no Rio Teles Pires, em Mato Grosso.
De acordo com reportagem do Valor, a estratégia da companhia para tirar esses projetos do papel é utilizar a quantia que tem a receber de indenizações relativas à renovação antecipada das concessões.
Vale cai 2% após desistir de discussão judicial
No mesmo sentido, as ações da Vale (VALE3, -1,52%, R$ 33,10; VALE5, -2,12%, R$ 30,52) também fecharam no negativo nesta sessão. Os papéis da Bradespar (BRAP4, -2,46%, R$ 23,44) – holding que detém participação na mineradora – acompanharam a queda.
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A Vale poderá desistir da discussão judicial de cerca de R$ 30 bilhões sobre a tributação dos lucros de empresas controladas (aquelas em que possui mais de 50% das ações) no exterior para aderir ao Refis. Segundo o Valor Econômico, o julgamento no STJ (Supremo Tribunal de Justiça) foi marcado para 22 de outubro, mas as chances de ocorrer são pequenas. Com a reabertura do Refis, por meio da conversão em lei da MP 615, os contribuintes que decidirem pagar à vista seus débitos terão perdão de 100% dos juros, das multas e dos encargos legais.
Lupatech dispara quase 411% em outubro
Fora do Ibovespa, chamou atenção, mais uma vez, as ações da Lupatech (LUPA3), que dispararam 44,80%, cotadas a R$ 1,81, em sua máxima do dia. No mês de outubro, os papéis acumulam ganhos de 411,26%. O volume financeiro atingiu R$ 61,280 milhões – 532 vezes acima da média diária registrada durante setembro, de cerca de R$ 115 mil, quando o papel ainda caminhava próximo a sua normalidade. O volume desta sessão é o maior já registrado pela empresa desde o dia 17 de abril de 2008.
A possibilidade de a empresa fechar um plano de reestruturação total é a principal razão para essa arrancada, mas, ao menos até agora, é um movimento puramente especulativo, disse Luis Gustavo Pereira, estrategista da Futura Corretora.
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No início de outubro, fontes que pediram para não serem identificadas disseram ao InfoMoney que a empresa estaria próxima de fechar um plano de reestruturação total. Isso salvaria a empresa de seus problemas atuais, como o alto endividamento, sem perspectivas de pagamento – a empresa já atrasou o pagamento de juros.
Esse plano poderia contar com um aporte de recursos que, de acordo com o Relatório Reservado, viria de dois grupos que se tornariam os maiores acionistas da empresa, a Vinci Partners e a GP Investments (GPIV33), que já é acionista da empresa. A Petros, outra acionista da Lupatech, também poderia colocar dinheiro, mas o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que tem 30% de participação acionária, ficaria de fora da injeção de recursos.