TIM: resultado mostra que mudanças na administração foram efetivas

Em linha com as estimativas, analistas destacam melhora na margem Ebitda e capacidade de entregar guidance para 2010

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SÃO PAULO – A TIM (TCSL3, TCSL4) divulgou seu balanço corporativo na noite de segunda-feira (3), com números considerados positivos, embora em linha com as projeções. Entre os destaques, a atenção ficou centrada na eficiência da mudança nos rumos da administração da empresa ocorrida ao longo de 2009, que começa a dar resultados.

Para a Link Investimentos, em relatório assinado por Maria Tereza Azevedo, há grandes chances da empresa atingir o guidance de margem Ebitda de 25% para 2010, caso mantenha a performance desse primeiro trimestre. Já o Bradesco ressaltou que o resultado, no qual a margem Ebitda ficou em 24,8%, um crescimento de 5,3 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2009, demonstra a capacidade da TIM de melhorar suas margens, segundo avaliação de Luis Azevedo e Rodrigo Geraldes. 

Redução de custos
De acordo com o Morgan Stanley, o principal componente para a melhora na margem foi a redução dos custos com interconexão e rede, segundo análise de Vera Rossi e Silvia Pioner, além da diminuição de gastos com subsídios de aparelhos. Para o banco, a receita com a interconexão, que caiu 11% na comparação anual, foi positiva, com a diminuição da receita vinda desse tipo de serviço reduzida para 21%, pois é uma sinalização de que há redução da exposição à taxa de terminação, que é o custo pago por uma operadora para utilizar a rede de outra empresa. 

Já o Barclays tem visão diferente, acreditando que o resultado foi decepcionante em alguns pontos, embora parte já tivesse sido antecipada no dia do investidor promovido em 13 de abril. Entre os problemas apontados, a receita líquida ficou 2% abaixo da estimativa do banco. Enquanto o Morgan Stanley ressaltou a redução dos custos, Michel Morin e Daniel Spielberg, responsáveis pelo relatório do Barclays, afirmaram preferir que o aumento da receita seja gerado por vendas. 

Aceitação de planos e aumento de assinantes
Com visão moderada, o Credit Suisse disse que irá esperar estar mais confiante na capacidade da empresa em entregar seu guidance antes de tomar uma atitude mais positiva em relação às ações da TIM, segundo Andrew Campbell e Marcelo Gonçalves. Por um lado, a boa aceitação dos planos Infinity e Liberty manteve um bom nível de utilização de minutos, em 100, com incentivo também para comunicação entre aparelhos da empresa, o que não reflete em aumento no custo de interconexão, aponta. 

Em relação à adição de assinantes, conforme os dados anteriormente divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), houve aumento de 3,1% em relação ao quarto trimestre de 2009 e de 17,4% na comparação com os três primeiros meses do último ano. Embora a ARPU (receita média por usuário, na sigla em inglês) tenha recuado 8,5% na comparação anual, o resultado é fruto da estratégia de venda de chips avulsos, aponta o Bradesco. 

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Reversão do prejuízo e possível upside
O banco também relembra que embora o lucro da empresa, de R$ 30 milhões, tenha ficado abaixo da estimativa, o número indica uma reversão do prejuízo de R$ 165 milhões registrando entre janeiro e março de 2009. 

Por último, a Link, por uma lado, salienta os efeitos positivos do turn-around operacional e financeiro instaurado na TIM, mas destaca que, em sua visão, a Vivo (VIVO4) é um caso de investimento interessante, observando os fundamentos de cada empresa. No entanto, declara, quem tem maiores chances de apresentar uma valorização menos esperada é a TIM, em caso de uma possível operação entre Telefónica e Telecom Itália, bastante ventilada pelo mercado. Nesse caso, o tag along para TCSL3 poderia disparar, conclui a corretora.