TIM e Telefônica podem receber multa milionária; HRT recebe proposta na Namíbia

CCX sugere 3 bancos para laudo de avaliação da OPA, governo do Paraná anuncia mudanças na presidência da Copel e Sanepar e Cosan caminha para aumentar capital na ALL

Torre de petróleo em North Dakota, nos Estados Unidos
Torre de petróleo em North Dakota, nos Estados Unidos

Publicidade

SÃO PAULO – A ata reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) fica no foco dos investidores nesta quinta-feira (24), enquanto na cena externa os mercados repercutem o crescimento da indústria na China – para máxima de 2 anos – e a melhor situação da indústria e serviços na Europa. O Ibovespa registrava alta de 0,17% às 11h37 (horário de Brasília), aos 62.074 pontos. 

No cenário doméstico, o documento indica que o Banco Central mudou o discurso com a inflação, reconhecendo um ambiente de piora no curto prazo, e corroborando para eliminação da possibilidade de cortes adicionais na Selic. 

Embraer sobe mais de 10% após contrato com Republic Airways
Já entre as referências corporativas, as ações da Embraer (EMBR3) apresentam valorização de 9,16%, aos R$ 15,97. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 10,53%, aos R$ 16,17.

O desempenho ocorre após a companhia anunciar um contrato com a Republic Airways para a venda de 47 jatos Embraer 175, com opção de compra para mais 47 jatos adicionais, podendo alcançar US$ 4 bilhões com as 94 aeronaves.

Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, os novos aviões serão operados pela Republic Airlines, subsidiária da companhia norte-americana em rotas regionais da American Airlines. Os jatos serão os primeiros a apresentarem as novas configurações implementadas pela Embraer. “É muito significativo que a Republic Airways, nosso cliente de longa data, seja o primeiro cliente do E175 com os novos aprimoramentos que estamos implementando na frota”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

JBS dispara após rumores de encontro com investidores internacionais
Ainda na ponta positiva, as ações da JBS avançam 5,16%, sendo cotadas a R$ 7,74, depois de rumores de que a empresa pretende fazer um road show com investidores ainda este mês. Vale lembrar que na véspera, as ações da JBS subiram 6,36%, aos R$ 7,36, figurando na ponta positiva do benchmark brasileiro. 

Continua depois da publicidade

Segundo informações da Bloomberg, a empresa contratou Banco do Brasil Securities, Bradesco, Deutsche Bank e JPMorgan Chase para coordernar o encontro com investidores. As reuniões vão ocorrer em 25 de janeiro em Los Angeles e 28 de janeiro em Nova York e Londres, disse uma pessoa próxima à negociação, que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

“A empresa vem mostrando melhora operacional e este road show deve reforçar esse bom momento da companhia”, disse o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin. Durante esse encontro, a companhia deve apresentar suas atividades operacionais, as condições financeiras em que atua, os riscos do negócio, as perspectivas econômicas, bem como projeções dos investimentos da companhia e perspectivas de rentabilidade para possíveis investidores do mercado.

Já do outro lado do Ibovespa, as ações da Eletrobras (ELET3; ELET6)

Continua depois da publicidade

CCX sugere 3 bancos para laudo de avaliação das ações
Já entre as referências corporativas, o conselho de administração da CCX (CCXC3) sugeriu, em assembleia realizada na última quarta-feira, os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA e Brasil Plural como opção para elaborar o laudo de avaliação das ações da companhia mediante o anúncio de OPA (Oferta Pública de Aquisição) feito pelo empresário Eike Batista. 

Na véspera, surgiram rumores de que a empresa havia suspendido investimentos de carvão na Colômbia. A informação, contudo, foi negada pela companhia, que comunicou que manterá os seus investimentos no país.

De acordo com a gerente de comunicação da empresa, Ximena Botero, Eike Batista continua acreditando no projeto, apesar da situação desfavorável do mercado. Por conta disso, a empresa optou por pagar um prêmio de 100% para os acionistas minoritários na OPA – pagando R$ 4,31 por ação.

Continua depois da publicidade

O projeto, entretanto, ainda vai ser revisado por conta da conjuntura do mercado e os atuais preços do carvão. A intenção é adequá-lo ao atual mercado. O jornal colombiano Portafolio noticiou que a companhia havia tido dificuldade para obter licenças ambientais, acordos com as comunidades indígenas e a tendência de queda nos preços do carvão.

Telefônica e TIM podem ser multadas pelo Cade
A TIM (TIMP3) e a Telefônica Brasil (VIVT4) podem ser multadas em R$ 20 milhões cada uma por descumprimento de determinações impostas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). As empresas assinaram um acordo com o órgão antitruste, em 2010, pelo qual se comprometeram a prestar informações sobre as contratações que fizeram no mercado. O objetivo do Cade era o de evitar que a TIM e a Telefônica tivessem acesso a informações relevantes uma da outra. O órgão fixou diversas formas de separação entre as empresas, como o impedimento de executivos de uma atuar na outra e o resguardo de seus respectivos contratos.

No final de dezembro, a Procuradoria do Cade verificou que as empresas “aparentemente” descumpriram a determinação de manter os seus contratos separados. Uma empresa da Telefônica, cujo nome é mantido sob sigilo, teria obtido acesso a um contrato da TIM. 

Continua depois da publicidade

Acordo com fundos abre espaço pra Cosan na ALL
Já o grupo Cosan (CSAN3) está próximo de fechar o acordo que o colocará como um dos principais acionistas da companhia ferroviária ALL (ALLL3), apurou o Valor.

O que viabiliza o acerto, segundo a reportagem, foi um rearranjo do bloco de controle. Os vencedores iniciais (famílias Arduini e De Lara) concordaram em vender menos ações do que originalmente proposto, de forma a que os fundos de pensão também possam se desfazer da parte de suas fatias. Os acionistas privados ficarão com participação maior no bloco. 

Governador do Paraná anuncia mudanças na Copel e Sanepar
Depois de alguns dias de suspense, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou reforma no secretariado e, com ela, mudanças na presidência das estatais Copel (CPLE6), de energia, e Sanepar (SAPR4), de água e saneamento. 

A estatal de energia terá na presidência Fernando Ghignone, ex-coordenador da campanha de Richa ao governo e também coordenador da campanha de reeleição do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), derrotado ainda no primeiro turno da capital. Ele vai substituir Lindolfo Zimmer, que era funcionário de carreira da empresa e ficou no cargo por dois anos. 

Ghignone estava na presidência da Sanepar e será substituído por Antonio Hallage, atual diretor administrativo da companhia. Nos últimos dias, o nome do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) chegou a ser citado como futuro presidente da Sanepar – a justificativa seria abrir mais espaço para o partido em troca de apoio em 2014.

HRT: nova proposta por ativos na Namíbia
A HRT recebeu nova proposta envolvendo seus planos de venda de participação em ativos na Namíbia, de acordo com ata de reunião do Conselho de Administração divulgada na última quarta-feira. 

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é positiva, configurando-se como um catalisador para as ações da companhia nesta sessão, ainda que faltem detalhes acerca da oferta.

Os analistas ressaltam, contudo, que a companhia precisa de capital para tocar sua campanha exploratório em Solimões e na Namíbia, deixando um peso relevante num eventual farm out. 

Marcopolo investe 116,4 mi de dólares canadenses na New Flyer
A Marcopolo (POMO4) assinou contrato para investir 116,4 milhões de dólares canadenses na produção de ônibus urbanos New Flyer, informou a fabricante de carroceria de ônibus em comunicado na noite da última quarta-feira. 

A empresa brasileira vai subscrever 11,1 milhões de novas ações ordinárias a serem emitidas pela New Flyer, equivalentes a 20% do capital da empresa canadense, com sede em Winnipeg e listada na Bolsa de Valores de Toronto. O preço por ação será de 10,5 dólares canadenses. 

Na primeira fase da operação, a Marcopolo subscreverá quase 5 milhões de ações da empresa a serem emitidas até 10 de março, no total de 51,7 milhões de dólares canadenses, e o restante será subscrito em uma única parcela em até 12 meses.