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SÃO PAULO – O diretor de relações com investidores da TIM Participações (TIMP3), Rogério Tostes, declarou que considera “imaterial” o impacto que a empresa teve com a suspensão de vendas de chips por determinação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A suspensão causou perda de 1% na receita do terceiro trimestre, segundo disse o executivo, em reunião na Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (28).
Ainda assim, conforme diz ele, a companhia deverá registrar aumento de 15% a 20% no número de novas linhas de celular neste ano. Segundo Toste, a TIM respondeu por cerca de metade das novas aquisições do mês passado, conforme dados da Anatel. Assim, a companhia não precisará aumentar a agressividade comercial para recuperar terreno até o fim do ano.
O executivo acrescenta que não prevê captações até o fim do ano, embora tenha salientado que “descartar” operações seria “muito forte”. Na visão da XP Investimentos, as declarações do diretor da TIM são bastante positivas. A equipe avalia que o fato de a empresa continuar a vender serviços aos clientes para o pós-pago, pode ter atenuado o impacto negativo da suspensão das vendas.
“O principal impacto negativo da suspensão de vendas, no entanto, deverá ser a necessidade de maiores gastos com marketing e propaganda”, acrescentaram os analistas da corretora.
Para a corretora, nos atual preço da ação, em R$ 7,83, já estão embutidos boa parte dessa potencial perda de margem com maiores despesas e ainda a possível redução no volume vendido. Os papéis da companhia estão bastante descontados na comparação com seus pares. Enquanto as ações da empresa caíram 2,97% no mês, as da Oi têm alta de (OIBR4) 5,71% para as preferenciais e de 8,42% (OIBR3) para as ordinárias. Ainda na ponta positiva, a Vivo (VIVT4) – que não foi afetada pelas medidas da Anatel – relata acréscimo de 0,66% em seus papéis pelo mesmo período de análise.