Tereos registra prejuízo recorde e prevê 2026/27 “difícil”

A Tereos registrou um prejuízo líquido de 590 milhões de euros (US$686 milhões) em 2025/26

Reuters

Trabalhador observa armazém com açúcar bruto na cidade de Hilla (Foto: Khalid al-Mousily/Reuters)
Trabalhador observa armazém com açúcar bruto na cidade de Hilla (Foto: Khalid al-Mousily/Reuters)

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PARIS, ⁠28 Mai (Reuters) – A fabricante de açúcar ⁠e etanol Tereos espera que os lucros caiam ainda ‌mais em 2026/27, à medida que a fraqueza nos mercados de açúcar, pressões de custos e a incerteza ‌global continuam a pesar sobre suas operações, disse a empresa francesa nesta quinta-feira, após registrar um prejuízo anual recorde em 2025/26.

A Tereos registrou um prejuízo líquido de 590 milhões de euros (US$686 milhões) em 2025/26, revertendo um lucro de 131 ⁠milhões ‌de euros em 2024/25, prejudicado por preços mais ⁠baixos, volumes de cana reduzidos no Brasil, efeitos cambiais e um ajuste contábil não monetário de 499 milhões de euros.

O grupo francês espera que as condições de mercado continuem difíceis em todas as suas atividades.

Para ​enfrentar a recessão, a Tereos planeja reduzir drasticamente os desembolsos de capital, fortalecer medidas de corte de ​custos e continuar desinvestindo em ativos não essenciais, disse.

O grupo previu um lucro básico (Ebitda) de 275 milhões de euros a 350 milhões de euros para este ano fiscal, ante os 416 milhões de euros em 2025/26, ‌quando a receita caiu de 5,93 ​bilhões de euros para 5,13 bilhões de euros.

‘2026/27 será difícil. Ao contrário de 2022 e da guerra na Ucrânia, será mais complicado repassar ⁠o aumento dos ​custos para nossos ​clientes, já que o excesso de oferta está pesando sobre os preços’, ⁠disse o diretor-geral Olivier Leducq ​à Reuters, à margem da apresentação dos resultados da empresa.

A Suedzucker, a maior produtora de açúcar da Europa, também disse na ​semana passada que esperava que o mercado de açúcar permanecesse deprimido no ano fiscal de 2026/27.

Os ​futuros do açúcar ⁠caíram em abril para os menores patamares em cinco anos devido à ⁠ampla oferta global, registrando uma baixa de cerca de 40% na Europa nos últimos dois anos.

‘Uma melhora gradual nas condições de mercado pode ocorrer a partir de 2027, com a recuperação dos preços’, disse Leducq.

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