Tentativa de frear especulação pode ser “perturbadora”, diz banco

Ao contrário do Goldman Sachs, presidente da CFTC acredita que especulações contribuem para "bolha de ativos"

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SÃO PAULO – O gigante do setor financeiro norte-americano Goldman Sachs disse nesta quarta-feira (29) em apresentação na CFTC (Commodity Futures Trading Commission) que as tentativas para frear a especulação podem ser “perturbadoras” para os mercados.

Para o presidente da CFTC, Gary Gensler, as especulações contribuem para uma “bolha de ativos” e afirmou estar pensando em novas posições limites para os mercados de energia, após o petróleo bruto futuro avançar e atingir a cotação recorde de US$ 147,27 por barril em 2008 na NYME (New York Mercantile Exchange).

Segundo Blythe Masters, chefe da unidade global de commodities do JPMorgan, a CFTC deve “estabelecer uma posição especulativa limite que se aplique à posição econômica liquida de cada participante, considerando câmbio” e as posições no mercado de balcão.

Levando vantagem

Tyson Slocum, diretor dos programas de energia do grupo Public Citizen, ressaltou que instituições financeiras estão “levando total vantagem da falta de supervisão regulatória nas operações para maximizar o poder no mercado e controlar informação”.

Em entrevista à rede Bloomberg, o diretor afirmou que posições limites são necessárias e que “serão uma realidade”. Slocum deixou três perguntas à CFTC: quais serão os limites, quem os estabelecerá e os regulará e quem ficará isento e sob quais circunstâncias. Cabe agora à Comissão responder.