Tensões externas mantêm trajetória de alta ao dólar neste pregão

Lá fora, pesam noticiário e agenda econômica dos EUA; por aqui, governo elevou suas projeções para o câmbio

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SÃO PAULO – Conservando o sinal apresentado desde a abertura de suas negociações, o dólar comercial segue operando com leve alta nesta quinta-feira (20), em mais um pregão de tensões exaltadas entre os investidores no plano externo.

A liquidação do hedge fund CSO (Corporate Special Oportunities) do Citigroup resgata o nervosismo em torno da situação das instituições financeiras e repercute em forte queda dos papéis do setor, como os do Deutsche Bank, que caem mais de 8% na bolsa de Frankfurt.

Enquanto isso, os papéis da GM e da Ford mostram novos recuos expressivos, reflexo dos temores de que as montadoras norte-americanas não recebam a tão aguardada ajuda por parte do governo. Por falar em EUA, a agenda por lá traz novos dados alarmantes. O número de pedidos de auxílio-desemprego ficou bem acima do esperado pelos analistas para a última semana.

Projeções revisadas

Feriado em São Paulo em função do Dia da Consciência Negra, a quinta-feira é de poucos negócios no mercado cambial, que também responde ao noticiário doméstico. O Ministério do Planejamento reduziu suas estimativas para o desempenho da economia brasileira, prevendo uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 4% em 2009, 0,5 ponto percentual abaixo da anterior.

O dólar também foi alvo de estimativas revisadas. O governo trabalha agora com uma projeção para a cotação média da moeda norte-americana de R$ 2,04.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,3880 na compra e R$ 2,3900 na venda, leve alta de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4000 na venda, representando um ágio de 0,50% em relação ao dólar comercial.

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro está sendo cotado a R$ 2.405,
forte alta de 3,26% em relação ao fechamento
de R$ 2.405
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera
em forte alta de 3,11%,
atingindo R$ 2.420 frente
a R$ 2.420 do fechamento de quarta-feira.