Publicidade
SÃO PAULO – Refletindo o clima de tensões no plano externo ocasionado pela ata do Federal Reserve, o dólar comercial se manteve por toda a quarta-feira (21) no campo positivo e ao final registrou forte alta de 0,91%, a R$ 1,776.
A minuta da última reunião da autoridade monetária norte-americana impulsionou a cotação da moeda ao ampliar as preocupações em relação à economia dos EUA, que deve crescer menos que o anteriormente previsto em 2008.
O mercado ainda avaliou a agenda do dia, com indicadores dos EUA como o Initial Claims, que registrou um número de pedidos de auxílio-desemprego em linha com o esperado na última semana.
Cenário interno
No País, destaque para mais uma compra de divisas à vista pelo Banco Central. Nesta sessão, a autoridade monetária fixou a taxa de corte em R$ 1,778 e, de acordo com fontes do mercado, pelo menos uma proposta foi aceita.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7740 na compra e R$ 1,7760
na venda, forte alta de 0,91% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0300, representando um ágio de 14,43%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,36% em novembro, frente
à baixa de 5,40% registrada no mês passado.
Continua depois da publicidade
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,89%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.778,
alta de 0,45% em relação ao fechamento
de R$ 1.770
Continua depois da publicidade
da última terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,19%,
atingindo R$ 1.790 frente
à R$ 1.769 do fechamento de
ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7800.
Continua depois da publicidade
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,46% para janeiro de 2008, queda de 0,2 pontos percentuais em relação à cotação do último ajuste.