Tensões do mercado elevam cotação do dólar, que subiu 1,76% e fechou a R$ 2,999

Investidores adotam postura de cautela, aguardando maiores definições no cenário interno para tomar posições

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SÃO PAULO – A sessão de câmbio desta segunda-feira foi marcada pela alta do dólar, refletindo a tensão e o clima de cautela no mercado. Isto porque muitos investidores aguardam maiores definições no cenário interno, como a redefinição da taxa Selic e a divulgação da segunda prévia da inflação de maio, a ser trazida pelo IGP-M da FGV, para tomar posições.

Neste sentido, os investidores seguem cautelosos e atentos ao início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcado para a próxima terça-feira, após a qual deve ser divulgado o novo patamar da taxa de juro básica da economia, a Selic. Para tal, o mercado, que apostava num corte da taxa de juro, passou a projetar manutenção do juro.

Esta mudança de comportamento se deu basicamente em função das declarações da equipe econômica do governo, sinalizando a manutenção de postura conservadora quanto à taxa de juros, atualmente em 26,5% ao ano. Vale destacar ainda que o mercado aguarda a divulgação da segunda prévia da inflação de maio pelo IGP-M.

Balança comercial segue registrando superávit

Entre as notícias divulgadas nesta segunda-feira, foco para o resultado da balança comercial brasileira durante a segunda semana de maio, período no qual a balança registrou superávit de US$ 646 milhões, com exportações de US$ 1,516 bilhão e importações de US$ 870 milhões.

Com mais este saldo positivo, o acumulado em 2003 atinge superávit de US$ 6,586 bilhões, devido aos US$ 23,973 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 17,387 bilhões destinados ao exterior para pagamento de importações.

Dólar encerra em alta de 1,76%

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9900 na compra e R$ 2,9990 na venda, forte alta de 1,76% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,1330, representando um ágio de 4,78% em relação ao dólar comercial.

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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 2,88% em maio, frente a baixa de 13,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,50%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 3.027, forte alta de 1,82% em relação ao fechamento de R$ 2.973 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 1,92%, atingindo R$ 3.027 frente a R$ 2.970 do fechamento de sexta-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial mais próximo, para julho de 2003, fechou a 2,20%, frente aos 2,35% do fechamento de sexta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 6,14% em comparação aos 5,92% apurados na sessão anterior.