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13h07: MRV
Caem forte neste pregão as ações da MRV Engenharia (MRVE3). Neste momento, os papéis apareciam como a segunda maior queda do Ibovespa, com desvalorização de 2,07%, a R$ 6,60. Na véspera, a construtora anunciou seu resultado do primeiro trimestre. A receita líquida da empresa alcançou R$ 911 milhões no período, crescimento de 9,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o lucro líquido avançou 2,5%, indo para R$ 81 milhões. Segundo a XP Investimentos, o setor de construção civil ainda deve ser olhado com ceticismo, uma vez que o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) das empresas ainda segue muito baixo. O ROE anualizado da MRV está na casa dos 7,8% e 10,5% nos últimos 12 meses.
12h58: Gol
As ações da Gol (GOLL4) registram queda de 3,13% nesta sessão, a R$ 13,61, figurando neste momento no pior desempenho do Ibovespa. Essa é a terceira queda em quatro sessões do papel. Na véspera, a empresa divulgou seu resultado do primeiro trimestre, que mostrou receita líquida de R$ 2,493 bilhões, representando crescimento de 19,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o prejuízo cresceu passou de R$ 75,3 milhões para R$ 96,1 milhões na mesma base de comparação.
12h24 (primeira versão às 10h05): Eletrobras
As ações da Eletrobras (ELET3, +2,93%, R$ 7,37; ELET6, +1,38%, R$ 10,29) amenizam os ganhos mas ainda sobem forte, depois da empresa ter mostrado um lucro líquido de R$ 992,95 milhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 33,88 milhões reportado no mesmo período de 2013. O Ebitda ficou positivo em R$ 1,688 bilhão no primeiro trimestre, o que representa uma alta de 1.094% sobre um ano antes, quando o Ebitda somou R$ 141 milhões.
De acordo com os analistas da XP Investimentos, o resultado da Eletrobras foi forte e com aspectos qualitativos importantes. Os analistas acreditam que 2013 foi um ano de limpeza de balanço e ainda decorrente de readequação que a empresa foi obrigada a passar após a aceitação controversa da renovação de suas concessões.
“É cedo para dizer que houve mudança estrutural e seguimos vendo o case como uma ação motivada e guiada essencialmente pela expectativa de mudança política, fator esse que sustentou as altas recentes em nossa visão”, disseram. Mesmo assim, eles apontaram que é inegável que houve avanços importantes especialmente no tocante a execução de seu plano de demissões voluntárias que vem ajudando a empresa na sua necessidade de redução de despesas.
11h17: BR Insurance
Fora do Ibovespa, os papéis da BR Insurance (BRIN3) caem 2,73%, a R$ 8,18, depois de resultado do primeiro trimestre. A empresa teve uma queda de 69,7% no lucro líquido, para R$ 8,3 milhões, enquanto a receita líquida teve baixa de 7,9%, a R$ 54,52 milhões. O caixa gerado nas atividades operacionais foi de R$ 23 milhões no primeiro trimestre ante R$ 27 milhões no mesmo período do ano anterior.
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Segundo a XP Investimentos, o desempenho observado continua sendo impactado pelo processo de reestruturação sofrido pela instituição. Com relação às perspectivas para o ano, os analistas consideram que a evolução em termos de receita pode ser comprometida, em função do foco da atual gestão no projeto de ajustes coordenado pela Falconi (consultoria), tendo como objetivo, principalmente, integrar a instituição e aprimorar o alinhamento de interesse do grupo.
Vale mencionar que no final de março as ações da empresa caíram 30% no dia seguinte da divulgação do resultado do quarto trimestre. Considerando os 5 dias posteriores, a queda acumulada foi de pouco mais de 60%. Juntamente com números muito aquém das expectativas do mercado nos últimos meses do ano passado, a empresa informou ao mercado naqueles dias também que seu então presidente, Antônio José Lemos Ramos, não se candidataria à reeleição ao cargo, cujo mandato se expirou em 6 de maio.
11h02: Oi
Do lado negativo do Ibovespa aparecem as ações da Oi (OIBR4), que caem 2,73%, a R$ 1,78. Com esse desempenho, elas registram a maior queda do índice. Essa é a quarta queda dos papéis em seis pregões, sendo que em dois eles fecharam estáveis. Na véspera, a ação OIBR4 fechou em queda de 10,96%, refletindo o resultado do primeiro trimestre. A operadora de telecomunicações teve um recuo de 13% em seu lucro líquido no primeiro trimestre sobre um ano antes, para R$ 228 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda somou R$ 2,957 bilhões nos primeiros meses do ano, alta de 37,5% na comparação anual. Vale destacar que nos últimos dias a equipe da Citi Corretora reiterou sua recomendação de venda das ações, colocando o preço-alvo dos papéis em R$ 1,80 – dois centavos abaixo da cotação atual.
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10h43: Sabesp
A Sabesp (SBSP3) vê suas ações subirem 4,30%, a R$ 22,05, em reflexo ao resultado. A empresa registrou uma queda de 3,8% no lucro líquido, para R$ 477,6 milhões em relação ao mesmo período de 2013. Enquanto isso, a receita avançou 5,6% no mesmo período, para R$ 2,79 bilhões. Este foi o primeiro trimestre com a vigência da política de descontos na conta de água para incentivar a redução do consumo. O Ebitda ajustado para excluir despesas não recorrentes, somou R$ 1,01 bilhão, 10,2% maior frente aos três primeiros meses de 2013.
Mesmo considerando o cenário adverso no curto prazo, a companhia registrou resultado consistente, comentou a Planner Corretora. Desconsiderando os efeitos da receita e do custo de construção, a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ajustada seria de 44,5% no primeiro trimestre deste ano, frente aos 42,4% no mesmo período do ano passado. Os analistas, no entanto, não indicam o posicionamento nos papéis da Sabesp dado o cenário atual.
10h29: Vale
As ações da Vale (VALE3; VALE5) são uma das poucas que registram queda nesta sessão. Os papéis ordinários da mineradora caem 1,09%, a R$ 30,76, enquanto os preferenciais recuam 0,75%, a R$ 27,96. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, e registram queda de 1,71%, a R$ 20,06. O desempenho ocorre depois do Credit Suisse ter cortado o preço-alvo dos recibos de ações da Vale negociados nos Estados Unidos, que passaram de US$ 19 para US$ 17 por ADRs (American Depositary Receipts). A recomendação permaneceu como neutra.
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10h18: Cesp
As ações da Cesp (CESP6) apresentam valorização de 2,55%, a R$ 28,60, nesta sessão. O lucro da empresa subiu 149,2% entre o primeiro trimestre de 2013 e o início deste ano, passando de R$ 339,01 milhões para R$ 844,83 milhões. Enquanto isso, a receita da companhia atingiu R$ 1,14 bilhão, uma alta de 48,9% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) avançou 73,9%, subindo de R$ 841,10 milhões para atuais R$ 1,46 bilhão.
Para a XP Investimentos, a Cesp foi outra elétrica que se beneficiou dos elevados preços de energia no mercado à vista e de sua descontratação decorrente da não aceitação da renovação de concessões de energia. Junto a isso, os analistas destacaram a queda nas despesas de 6,3%, com destaque para redução nos gastos com pessoal (queda de 8,1%).
10h16: Light
A Light (LIGT3) vê suas ações subirem 1,77%, a R$ 20,15, depois da companhia mostrar alta de 129,5% no lucro líquido do primeiro trimestre, influenciado por fortes vendas de energia de curto prazo do negócio de geração e aumento no consumo na área atendida pela distribuidora. A companhia teve um lucro líquido de R$ 181 milhões no período, superando a estimativa média de analistas, que esperavam lucro de R$ 147 milhões. O Ebitda subiu 27,5%, para R$ 453 milhões no primeiro trimestre.
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Segundo a XP Investimentos, os números da Light se mostraram bastante fortes, mas relativamente em linha com o esperado pelo mercado. O destaque negativo ficou por conta de nível de perdas não técnicas, que mostrou deterioração, com aumento de 0,2 ponto percentual.
10h14: Cemig
As ações da Cemig (CMIG4) registram valorização de 2,59%, sendo cotadas a R$ 16,26. A estatal mineira viu seu lucro líquido subir no primeiro trimestre e ficar acima das expectativas, apoiado em melhora nas receitas operacionais e financeiras. A empresa informou na noite de quinta-feira que seu lucro líquido teve alta de 44,5% sobre igual período do ano passado, totalizando R$ 1,25 bilhão. O valor ficou acima da estimativa média de R$ 1 bilhão de quatro analistas ouvidos pela Reuters.
Segundo a XP Investimentos, os números da empresa foram bons, em parte dentro das expectativas e podem gerar reação positiva no mercado. Os analistas, no entanto, continuam vendo a relação risco versus retorno da empresa como não atrativo, dado as incertezas associadas a decisões de renovação de contratos em Jaguara, São Simão e Miranda. O julgamento dessa semana que poderia trazer alguma novidade no caso, foi postergado e por hora a empresa segue operando a usina sob liminar, correndo o risco de, em caso de perca, ter que devolver parte dos ganhos extras obtidos com a venda de energia da usina de Jaguara, comentam.