Temores sobre recuperação pensam e bolsas dos EUA abrem em baixa

Com a ausência de divulgação de indicadores relevantes, sessão é marcada por intensidade no cenário corporativo

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SÃO PAULO – Os principais índices das bolsas de Wall Street operam em baixa nesta segunda-feira (6), em meio a repercussões de declarações de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, durante o último final de semana.

A agenda do dia não traz indicadores relevantes nos EUA, direcionando as atenções também para as questões fiscais na Europa e para o noticiário corporativo.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq -0,04 2.590 +0,44 +14,16 
 Dow Jones -0,21 11.359 -0,75 +8,92 
 S&P 500 -0,21 1.222 -0,31 +9,60 

Bernanke não descarta novos estímulos
O chefe da autoridade monetária norte-americana afirmou ser possível uma ampliação do programa de estímulos quantitativos através da compra de títulos, atualmente em US$ 600 bilhões, em entrevista concedida à rede de televisão CBS. 

Apesar da sinalização de aumento no chamado QE2, o presidente do Fed reconheceu que a economia pode demorar ainda algum tempo para engatar uma recuperação sustentável. Em relação ao mercado de trabalho, ele disse que pode levar quatro ou cinco anos para que o nível de emprego volte ao normal, trazendo viés negativo para o início do pregão.

Vale lembrar que na última semana, repleta de indicadores econômicos norte-americanos, o mercado de trabalho foi destaque. O número de pedidos de auxílio-desemprego superou as expectativas, ao passo que o número de empregos gerados em novembro ficou bem aquém do esperado, conforme apontado pelo Relatório de Emprego.

Hungria levanta preocupações
Na Europa, outro país entra em foco devido aos problemas fiscais. A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating dos títulos da Hungria de Baa1 para Baa3 nesta segunda-feira (6), mantendo uma perspectiva negativa. O corte foi motivado pelas crescentes preocupações acerca da situação fiscal do país, no médio e longo prazo, e à sua alta vulnerabilidade externa.

“O rebaixamento de hoje é principalmente guiado pela perda gradual de força financeira do governo húngaro, enquanto o governo opta por medidas de caráter temporário em detrimento da consolidação de políticas fiscais”, afirmou Dietmar Hornung, vice-presidente da agência, completando ainda que “como consequência, o déficit orçamentário deverá se aprofundar”.

Cenário corporativo
As ações da Verigy avançam 33,7% após a fabricante de testes para semicondutores ter recebido uma oferta inesperada e agressiva de compra pela japonesa Advanced Corp., por US$ 12,15 por ação.

Os ativos da Whirpool sobem 1,2%, atingindo a cotação de US$ 81,00, após a companhia ter declarado que avalia como crescente a demanda por seus produtos nos países emergentes, incluindo Brasil, Índia e China.

Por outro lado, os papéis do Bank of America caem 0,51%, cotados a US$ 11,80, após a instituição ter declarado que foi necessária a venda de diversos ativos para atingir a meta que havia sido estabelecida pelo governo após a ajuda de US$ 45 bilhões ao banco. 

Já a Pfizer surpreendeu o mercado ao anunciar a troca do atual CEO (Chief Executive Officer) Jeffrey Kindler por Ian Reed. No início da sessão, as ações da empresa caem 0,66%, negociadas a US$ 16,61.

Segundo a agência Reuters, há rumores de que Yahoo! e AOL estariam projetando uma série de transações que culminariam em processo de fusão entre as companhias. No momento, os papéis do Yahoo! apresentam valorização de 0,31% e os da AOL caem 0,32%.