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SÃO PAULO – Os CDS (Credit-Default Swap) de dívidas soberanas de países europeus atingiram patamares recordes, refletindo as preocupações em relação à Grécia. O pedido de ajuda financeira feito por Atenas à União Europeia e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) não foi suficiente para acalmar os mercados.
Os contratos amarrados ao bônus do país helênico avançaram 54 pontos-base, para 764 pbs, enquanto o yield dos bônus de dois anos excederam 15%, maior índice desde 1998. Do mesmo modo, CDSs de Portugal e Espanha também exibiram alta, de 38 e 16 pontos-base, respectivamente.
Os receios se agravaram após a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmar na última segunda-feira (26) que só liberará capital ao Estado endividado caso este apresente um plano “sustentável” para reduzir seu déficit orçamentário no curto prazo.
Europa acende sinal amarelo
Em decorrência dos temores quanto à possível moratória grega e à contaminação do restante do continente europeu, os investidores estão pagando taxas recordes para protegerem os seus ativos, fato que sinaliza uma deterioração da percepção da qualidade de crédito.
Os CDSs do Markit iTraxx Crossover, índice de 50 empresas com os mais elevados yields, subiram 11 pontos-base, para 432,25 pontos-base, enquanto os CDSs do Markit iTraxx Europe, constituído por 125 empresas com grau de investimento, exibiu alta de 4,7 pontos-base, para 93,3 pbs.