Temores com subprime voltam à cena com provisões de perdas do HSBC

Banco anunciou operação para evitar fuga de títulos; Goldman Sachs prevê maior inadimplência e reduz recomendação

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SÃO PAULO – Depois de um início de sessão tranqüilo, novos desdobramentos da crise com o subprime trazem desconforto à esfera financeira.

De acordo com estimativas do banco de investimentos Goldman Sachs, o HSBC, maior banco europeu em valor de mercado, terá que elevar para US$ 12 bilhões suas reservas para liquidação de crédito duvidoso, em resposta a um aumento na inadimplência.

O Goldman Sachs ainda aponta a origem dos problemas do HSBC: Household International, instituição com sede nos EUA que financia hipotecas subprime, adquirida pelo banco europeu em 2003 por US$ 15,5 bilhões.

Operação de US$ 45 bilhões

Contribui para a retomada das preocupações as declarações do HSBC feitas nesta segunda-feira (26) sobre a necessidade de criação de dois veículos de investimento estruturados, num montante estimado em US$ 45 bilhões, com objetivo de evitar a venda maciça de títulos.

As estimativas pessimistas do Goldman Sachs levaram a equipe de analistas do banco a reduzir de “neutra” para “venda” a recomendação às ações do HSBC. Em resposta a esta série de eventos, os papéis do banco experimentam perdas de quase 2% na bolsa londrina.