Temor sobre referendo na Grécia impulsiona alta de 5 pontos do risco-País

Além do surpreendente anúncio do primeiro-ministro grego, agenda ruim na China contribuiu para aumentar aversão ao risco

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou alta de 5 pontos-base, atingindo 232 pontos nesta terça-feira (1). O foco novamente ficou com a Grécia, após o primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciar a convocação de um plebiscito, provavelmente em janeiro, para que a população aprove o plano de resgate ao país. Essa votação provavelmete servirá para ratificar cortes no orçamento e na previdência pouco populares junto a sindicatos, estudantes e classes trabalhadoras.

Agenda econômica
No front doméstico, os investidores acompanharam a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Brasil, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que apontou queda de 2% na produção industrial em setembro.

Por sua vez, na China, os dados da atividade industrial mostraram o pior avanço desde fevereiro de 2009, indo de 51,2 pontos em setembro para 50,4 pontos em outubro, segundo dados oficiais do governo chinês. 

Já nos EUA, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou o Construction Spending, que decepcionou o mercado com alta inferior ao projetado. Além disso, o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial norte-americana, também decepcionou os analistas.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,08% na noite desta terça-feira, cotado a 132,25 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 232 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.