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SÃO PAULO – Em meados de agosto, período em que a crise no segmento de crédito subprime nos EUA assustou o mercado, o pessimismo tomou conta da maioria das projeções de analistas.
À ocasião, diante das incertezas, poucos se arriscavam a dar um preço-alvo para o Ibovespa ao final deste ano e, nos EUA, grandes líderes falavam com freqüência sobre a crescente probabilidade da maior economia do planeta entrar em recessão.
Cerca de dois meses depois, as dificuldades advindas do subprime parecem ter se limitado mesmo ao setor imobiliário e, vez ou outra, se refletem nos resultados de um ou outro banco. O socorro das autoridades monetárias aos mercados de crédito parece ter amenizado a situação e já existe, dentro do Federal Reserve, quem se considere otimista para com a economia do país.
Emprego e gastos do consumidor sugerem otimismo
É o caso de Thomas Hoenig, presidente do Fed de Kansas, que afirmou nesta semana estar otimista em relação ao cenário prospectivo para a economia dos EUA. Hoenig, porém, completou que os formuladores de políticas econômicas ainda devem se manter alertas.
Hoenig pautou suas perspectivas no desempenho do mercado de trabalho e no crescimento dos gastos com consumo dos norte-americanos, bem como no desempenho das exportações do país, que tem se beneficiado do dólar mais fraco no mundo.
Demais setores tem resistido à crise
Sandra Pianalto, presidente do Federal Reserve de Cleveland, corrobora a percepção de que a economia tem se mostrado resiliente ao subprime. De acordo com Pianalto, ainda que o setor imobiliário tenha se mostrado bastante frágil, a produção e o emprego em outros setores da economia tem resistido às dificuldades.
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Todavia, embora os mercados financeiros tenham se estabilizado, a presidente do Fed de Cleveland reiterou comentários de demais membros do Fed, dentre eles Ben Bernanke, de que as incertezas acerca do cenário prospectivo são muito elevadas.
Crescimento em números
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento do PIB norte-americano em 2008 deverá ser a mesma projetada para 2007, de 1,9%. A projeção para 2008, porém, foi revisada em quase 1 ponto percentual em relação à última projeção do Fundo. Em 2006, a maior economia do mundo cresceu a uma taxa de 2,9%.
O FMI também acredita que a turbulência nos mercados financeiros deverá gerar uma desaceleração do crescimento econômico mundial, mas este ainda deverá permanecer robusto, já que as projeções ainda sugerem crescimento de 4,75% do PIB global.