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SÃO PAULO – Depois de uma sexta-feira (3) lenta devido ao feriado da Independência nos Estados Unidos, os mercados acionários globais iniciam a semana no vermelho. Tanto as bolsas europeias quanto os futuros de Wall Street operam com desvalorização expressiva, enquanto o otimismo em relação à iminência da recuperação econômica dá lugar a temores crescentes.
Com a preocupação acerca da economia em foco, os investidores devem observar também a agenda internacional, cujo destaque fica com os números do ISM Services norte-americano, que mostra o nível de atividade não-industrial no país, a ser divulgado às 11h00 (horário de Brasília).
No início da temporada de resultados do segundo trimestre, os investidores avaliam os dados da agência Bloomberg e da S&P, que indicam uma queda de 34% no lucro das empresas que compõem o índice acionário S&P 500. As estimativas mostram uma melhora no terceiro quarto, com queda esperada de 21% nos ganhos corporativos.
GM encaminhada
Por falar em empresas, o último domingo foi de comemoração para a General Motors, cujo plano de recuperação da concordata foi aprovado pelo juiz federal Robert Gerber. A ideia, já divulgada, é criar uma nova empresa com os ativos bons da GM e leiloar os ativos podres, com ajuda do governo. Segundo o juiz, “este é o único meio disponível de preservar a continuação dos negócios da GM”.
Empréstimos na Índia
Não são apenas as notícias corporativas que ficam em evidência nesta segunda-feira (6). Durante a manhã, o ministro das Finanças da Índia, Pranab Mukherjee, anunciou planos de emprestar 4,51 trilhões de rúpias (US$ 93 bilhões) para financiar gastos governamentais com infraestrutura e redução da pobreza.
China X Dólar
Assim como a Índia, a China também ocupa lugar de destaque no noticiário desta sessão. Apesar das fontes oficiais do governo chinês continuarem a defender o dólar como moeda internacional de reserva, o país segue se posicionando para uma mudança desse cenário. Agora, foi lançado um programa piloto que permite às companhias de algumas regiões da China a importarem e exportarem em yuan.
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Além do país oriental, outras nações expressam opiniões que podem se voltar contra a permanência do status do dólar. A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, afirmou ser necessário que o sistema de câmbio global seja melhorado, atraindo novamente as atenções para uma potencial alternativa à moeda norte-americana.
Commodities em queda
Apesar de toda essa discussão, a aversão ao risco continua levando o dólar a se fortalecer frente às principais moedas internacionais, como o euro. Dado o cenário de valorização da divisa norte-americana e queda na renda variável, o dia também é desfavorável para as commodities.
O barril do petróleo é negociado em queda, tendo atingido a menor cotação em cinco semanas em Londres. Da mesma forma, o preço das commodities metálicas recua expressivamente, com destaque para os declínios de 2,5% e 2,3% do níquel e do cobre, respectivamente.
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No Brasil
É de se esperar que a cena doméstica não se afaste muito do pessimismo externo, principalmente considerando o peso que as commodities têm na Bolsa brasileira. Além do fluxo de notícias internacionais, os investidores devem ficar atentos à agenda de indicadores internos.
No início da manhã foi publicada a atualização do relatório Focus, que trouxe uma piora nas expectativas em relação à produção industrial. O mercado agora espera um recuo de 5,37% no ano, frente às projeções de declínio de 5,04% da semana anterior.
Durante o dia, devem ser divulgadas ainda a Pesquisa Industrial Mensal – Regional, que detalha os dados da atividade industrial brasileira por região, e a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. No final da manhã, também será publicado o resultado semanal da balança comercial do Brasil.