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SÃO PAULO – Para os investidores que acompanham ações que pagam proventos elevados, o setor de telecomunicações traz poucas alternativas, até porque muitas das empresas que operam neste segmento têm registrado perdas ou lucros reduzidos, refletindo, sobretudo a forte competição e os pesados investimentos nos últimos anos.
Uma exceção fica com a Telesp Fixa, que segue sendo um das boas pagadoras de proventos dentre os principais papéis da Bovespa, refletindo a elevada geração de caixa da companhia. Vale lembrar também que os investimentos da operadora são bastante inferiores à média do setor, evidenciando a consolidação do mercado onde atua e a ausência de atividades em telefonia móvel.
Proventos em linha com o esperado
Confirmando esta condição, a Telesp anunciou, após o fechamento do pregão da última terça-feira, o pagamento de quase R$ 2,2 bilhões em proventos, ou R$ 4,39 por ação. Com os R$ 1,81 por ação pagos em abril, o total pago no ano chega a R$ 6,20 por ação.
Somente em dividendos, foram anunciados na última terça-feira R$ 1,596 bilhão, mais R$ 593 milhões em juros sobre capital próprio. O dividend yield desta operação foi de 9,1% sobre o último fechamento da ação, e o dividend yield no ano já alcança 12%. Vale lembrar que as ações ficaram “ex” nesta quarta-feira e os pagamentos começam no dia 29 de outubro.
Bancos seguem pessimistas com ações
O banco de investimentos Merril Lynch, acredita que a empresa ainda deve pagar mais cerca de R$ 1,00 por ação em proventos até o final de 2004, que ficaria em linha com a estimativa de R$ 7,11 do banco para esse ano. Para o banco norte-americano, a perspectiva do papel é “neutra”, refletindo o fato do preço atual estar em linha com o preço alvo.
Também os analistas do Banco Pactual prevêem a distribuição de proventos adicionais em 2004, já que a estimativa de R$ 3,3 bilhões ainda não foi alcançada, restando cerca de R$ 200 milhões. Em relação ás perspectivas do papel, o Pactual é mais pessimista, classificando as ações como underperform, ou seja, devendo mostrar uma variação 10% ou mais abaixo do Ibovespa.