Telefônica Brasil segue líder entre as mais recomendadas de dividendos

Companhia está no topo do ranking pelo 2º mês seguido; entre as elétricas, Coelce é a mais bem posicionada

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SÃO PAULO – Pelo segundo mês seguido, as ações da Telefônica Brasil (VIVT4) seguem na liderança entre as mais recomendadas de dividendos dentre as carteiras compiladas pela Infomoney de outubro. Já os ativos de algumas companhias elétricas, que tiveram forte queda no número de citações em meio ao cenário ruim para o setor, voltaram a ganhar algum espaço.

O destaque do setor ficou com as ações da Coelce (COCE5), que passaram para o segundo lugar, ante a quinta posição do mês anterior, indo de três para quatro indicações em carteiras. Completando o cenário das empresas de energia, as units da Taesa (TAEE11) foram as que apresentaram maior alta, sendo citadas três vezes neste mês ante uma vez em setembro.

Por outro lado, dentre as maiores baixas, estiveram os papéis da Transmissão Paulista (TRPL4), que fizeram o caminho inverso aos da Taesa ao terem apenas uma citação ante três do mês anterior. Outra ação que teve forte baixa no número de recomendações foi a da Cemig (CMIG4), com duas recomendações ante cinco do mês anterior, assim como para a AES Tietê (GETI4), que recebeu três votos ante seis citações.

Energia merece cautela – ainda
O cenário segue cauteloso para as duas companhias, aponta a Rico Corretora, até que os termos de renovação das concessões das empresas do setor junto ao governo federal sejam definidos. Para este mês, foram compiladas dez carteiras, ante doze de setembro. 

Vale ressaltar que, em setembro, o IEE (Índice de Energia Elétrica), índice que acompanha as ações das empresas do setor, registrou forte baixa de 8,27%, após cair 5,57% no mês anterior. Contribuindo para o cenário negativo, estiveram as declarações emitidas pelo governo de redução das tarifas de energia elétrica, além da proximidade do período de renovação de concessões para algumas companhias.

Para a compilação deste mês de outubro, foram utilizadas para as carteiras de dividendos elaboradas pela Ativa Corretora, Bradesco Corretora, Coinvalores, HSBC, Omar Camargo, SLW, Rico, Técnica, UM Investimentos e XP Investimentos. 

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Recomendações em carteiras de dividendos
Ação Outubro/12 Setembro/12
Telefônica Brasil PN 5 8
Coelce PN 4 3
Cielo 3 3
AES Tietê PN 3 6
Tractebel ON 3 5
Comgás PNA 3 4
Taesa  3 1
Cemig PN 2 5
Banco do Brasil 2 2
BM&FBovespa 2 –
CCR 2 2
Grendene 2 2
Light  2 3
CPFL Energia 2 1
Vale PNA 2 1
Oi PN 2 2
Comgás PNA 4 3
Valid 3 2

VIVT4: bons dividendos e perspectivas de crescimento
Novamente na liderança do ranking, as ações da Telefônica Brasil segue sendo beneficiada pela combinação de bom pagamento de dividendos e perspectivas de crescimento através de sinergias.

Além desses fatores, a conclusão da reestruturação operacional da Telefônica permite traçar um cenário otimista com relação aos ganhos de sinergia com a incorporação da Vivo, aponta a SLW Corretora. O cenário de maior aceleração crescimento da economia brasileira e o desenvolvimento de uma nova plataforma de serviços deve beneficiar a companhia telefônica, de acordo com os analistas.

Além disso, afirma a SLW, a companhia telefônica não tem custos e despesas impactados pela valorização do dólar e é esperada a manutenção de distribuição de bons dividendos. 

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Coelce: boa estratégia de comercialização 
A Rico Corretora ressalta que, apesar da forte queda das ações de energia elétrica no mês de setembro, em meio às notícias de renovação de concessões, as companhias com caráter mais defensivo e boas pagadoras de dividendos continuam sendo uma ótima alternativa em bolsa. Isso, devido ao contínuo cenário externo conturbado, justifica o posicionamento em Coelce, afirma a corretora.

A SLW avalia ainda a boa estratégia de comercialização da companhia cearense, que deve ser mantida para os próximos anos. Além disso, a empresa tem mostrado boa administração dos custos e despesas operacionais e financeiras, sinalizando a continuidade da prática de pagar dividendos ao redor de 95% do lucro líquido, reforça a corretora.

“A queda recente nos preços de suas ações acaba sendo uma oportunidade para posicionamento, já que a empresa não tende a ser penalizada pelas novas medidas setoriais do governo”, avaliam os analistas da SLW.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.