Radar InfoMoney

Telefônica acerta compra da GVT; Petrobras e mais 6 notícias no radar

Anatel rejeita principais pedidos de impugnação de trechos do leilão de serviços 4G; presidente da Petrobras vê guinada na produção de petróleo no Brasil

Por  Paula Barra

SÃO PAULO – A sexta-feira inicia agitada no mercado brasileiro em meio a uma série de notícias corporativas. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) rejeitou ontem os principais pedidos de impugnação de trechos do leilão de serviços 4G na faixa de 700 megahertz (MHz), cujo leilão ocorrerá no próximo dia 30. A Oi (OIBR4), Vivo (VIVT4), TIM (TIMP3) e Claro estavam entre as empresas que apresentaram questionamentos ao órgão regulador.

Ainda no setor, o grupo francês de mídia Vivendi concluiu um acordo para vender seu negócio brasileiro de banda larga GVT para a espanhola Telefónica, dona da Vivo, por dinheiro e ações no valor de cerca de 7,2 bilhões de euros (9,29 bilhões de dólares), anunciaram as empresas nesta sexta-feira. 

A transação está sujeita à aprovação regulatória no Brasil. A Telefónica planeja incorporar a GVT à Vivo, sua marca de telefonia móvel no Brasil, para criar o maior grupo de telecomunicações do país, Telefônica Brasil.

Petrobras
A presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Maria das Graças Foster, disse que a empresa está dando uma guinada na produção de petróleo. Segundo a executiva, a produção atingiu um ponto de inflexão entre julho e agosto, ou seja, um período em que passou a crescer de forma mais intensa. A meta da empresa é aumentar a produção em 7,5% no Brasil em relação ao ano passado, quando havia produzido 1,93 milhão de barris.

Graça confirmou ainda o início da produção de três novas plataformas até o fim deste ano: P-61, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Ilha Bela. De acordo com Graça, a P-61 está prevista para novembro, a Cidade de Mangaratiba para entre outubro e novembro e a Cidade de Ilha Bela, “neste trimestre”.

Construtoras
O setor imobiliário quer aumento de cerca de 15% nos valores das faixas de renda na terceira edição do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), além da criação de uma categoria intermediária. 
 

Segundo um dos diretores-presidentes da construtora e incorporadora MRV, Rafael Menin, representantes do setor deverão reunir-se com o governo dentro de um mês para discutir novo conjunto de requisições envolvendo o Minha Casa Minha Vida 3.

“De tempos em tempos tem que fazer uma correção. O governo está sensível a isso”, disse Menin à Reuters nesta quinta-feira. Ele esteve na reunião do setor com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que culminou com anúncio de expansão no número de unidades da fase 2 do MCMV.

Arteris
A concessionária de rodovias Arteris (ARTR3) informou que sua controlada Centrovias obteve liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo para o reajuste integral previsto em contrato para as tarifas de pedágio no Estado. 
“O índice de reajuste aplicado é de 6,3749 por cento e está de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrado no período”, informaram as empresas. As tarifas serão reajustadas a partir da meia-noite de sexta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo de São Paulo reajustou o valor de tarifas de pedágio de rodovias concedidas no Estado abaixo do nível estabelecido em contratos para a maioria das concessionárias.

BTG Pactual
Uma cobrança da cerca de 2,2 bilhões em impostos pela Receita Federal contra o BTG Pactual (BBTG11) pode acabar tendo que ser paga pelo suíço UBS, caso uma decisão contra o banco brasileiro não seja revertida, disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que julga recursos contra autuações da Receita Federal, condenou na véspera o grupo comandado por André Esteves a pagar a quantia, relativa a Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), por uso indevido de ágio gerado na compra do então Pactual pelo UBS, em 2007, para pagar tributos.

O BTG disse que recorrerá da decisão por considerar que seguiu a legislação tributária.

OGPar
A OGPar (OGXP3), ex-OGX Petróleo, informou hoje que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) concedeu à sua subsidiária OGX Petróleo e Gás registro de companhia aberta. Essa é uma das etapas do processo de recuperação judicial da OGPar.

A listagem da companhia faz parte do processo de recuperação judicial em que o grupo realizou a conversão privada de debêntures, que junto com outros créditos de credores, que serão convertidos em ações da companhia. Após a conversão das ações, a OGX Petróleo e Gás incorporará a sua controlada Óleo e Gás Participações e entrará para o Novo Mercado da BM&FBovespa.

Autometal
A Autometal (AUTM3) informou que foi concluído o leilão da OPA (Oferta Pública de Aquisição) de até a totalidade das ações ordinárias da empresa, realizado ontem. Após a liquidação das aquisições, que ocorrerá dia 23 de setembro, a CIE Autometal deterá 125.595.937 ações da companhia, representativas de 99,75% do capital social da empresa.

Além disso, a empresa comunicou que o Credit Suisse passou a deter 5,09% do capital social da empresa, o que representa 6.407.343 ações. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

(Com Reuters)

Compartilhe