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SÃO PAULO – “Estamos mais positivos sobre o setor”. Esta é a frase que abre o relatório do Citigroup, em que o banco se dispõe a avaliar o quadro do setor de telecomunicações. Nele há a elevação de sua recomendação para as ações da NET (NET4) e para as preferenciais da Vivo (VIVO4), enquanto os ativos de TIM (TCSL4) e Telemar (TMAR5) são eleitos top pick.
“Tomamos uma postura mais agressiva dado o desempenho relativamente fraco das ações, a exposição limitada a recessões e movimentos do câmbio e valuations”, argumentam James Rivett e Alexandre Garcia, que assinam o documento.
Além disso, apontam o fato de tratar-se de papéis defensivos, ou seja, uma excelente opção de investimento em momentos de disseminação de temores, como o atual em relação à Europa.
Vivo: projeções elevadas
Com relação à Vivo, o Citi recomenda agora a compra de ambos os papéis – previamente apenas os ativos ordinários detinham tal recomendação, as preferenciais recebiam neutra.
Dentre as causas já mencionadas que levaram a um otimismo para o setor de telecom como um todo, a Vivo recebe destaque devido ao seu atrativo valuation e à possível alteração de seus controladores.
Hoje detida por Portugal Telecom e a Telefónica – cada qual com 50% de participação na holding Brasilcel -, a companhia poderá passar às mãos dos espanhóis por meio de uma elevação em sua oferta aos portugueses. “ Telefónica poderá elevar sua proposta à Portugal Telecom”.
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Além disso, houve também uma elevação no preço-alvo para as ações preferenciais da operadora, para R$ 78,00 – upside (potencial teórico de apreciação) de 20%. “Acreditamos que isto (a elevação) é justificado dado as ações corporativas em andamento”. Por sua vez, as ações preferenciais permaneceram com preço-alvo de R$ 60,00 – potencial de 28,53%.
Net: regulação não assusta
Com relação à NET, a recomendação do Citi também foi elevada para compra. Isto porque, além do fraco desempenho de suas ações nos últimos meses, os analistas avaliam que a regulação do Governo – possibilitando as companhias de telecomunicação a ofertarem TV paga -não deve trazer tanto impactos significativos quanto o esperado, ao menos a curto prazo.
“Não acreditamos que nem Telesp ou a Telemar possuam recursos financeiros, expertise ou o desejo de investirem (…) para competirem com a NET”, argumentam Rivett e Garcia.
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No entanto, o banco cortou seu preço-alvo para as ações da companhia, de R$ 27,00 para R$ 24,00 – cifra que equivale a um upside de 33,33% antes o último fechamento.
Telesp: impactos do aperto monetário
Quanto à Telesp (TLPP4), recomendação de venda, uma vez que o papel, tido como defensivo, torna-se menos atrativo à medida que a Selic – taxa básica de juro – inicia sua escalada. Para os analistas, com o aperto monetário, a relação “risco/retorno” torna-se menos atrativa.