Destaques da bolsa

Telebras salta mais 30% com lista de privatização; Oi avança 10% com Itaú BBA vendo sell-off injustificado e Eletrobras volta a subir

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (22)

SÃO PAULO – Após a euforia da véspera à espera do plano de privatização, que foi anunciado no final da tarde, o Ibovespa oscila entre leves perdas e ganhos, com um cenário de maior cautela no exterior à espera do discurso do chairman do Fed, Jerome Powell, em Jackson Hole na próxima sexta-feira. 

Entre as ações, após a disparada da véspera, os papéis de Petrobras (PETR3, R$ 28,10, +0,72%;PETR4, R$ 25,57, +0,39%) ficam próximos à estabilidade. Já a Eletrobras (ELET3, R$ 45,93, +2,02%; ELET6, R$ 46,16, +2,22%), que abriu perto do zero, voltou a subir em meio à expectativa de que o governo enviará ao Congresso o projeto de lei para privatizar a companhia. 

Enquanto isso, o grande destaque volta a ser a Telebras (TELB4).Depois de saltar 62% na véspera com a expectativa de inclusão na lista de privatização do governo, os ativos TELB4 saltam mais 30,49%, a R$ 48,15. Já as ações da Oi (OIBR3, R$ 0,85, +10,39%; OIBR4, R$ 1,38, +7,81%) após o Itaú BBA ver o sell-off recente como injustificado. 

PUBLICIDADE

Confira mais destaques: 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Após um pregão de fortes emoções, os investidores devem seguir monitorando as ações da Petrobras. Ontem, os papéis chegaram a disparar até 8% na reta final do pregão, fechando com ganhos entre 5% e 6%. 

Esse movimento aconteceu após o jornal Valor Econômico informar que a equipe econômica pretende privatizar a Petrobras até 2022. Apesar de não ter sido incluída ontem no PPI, das empresas que serão vendidas nos próximos meses e anos, a estatal faz parte do plano de privatizações. 

Ao comentar o anúncio do PPI, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse, porém, que o governo ainda não decidiu colocar a Petrobras na carteira do PPI. Quando uma empresa passa a fazer parte do PPI, é possível iniciar estudos para decidir a respeito de uma futura privatização. “Não há decisão ainda de colocar a Petrobras como um todo no PPI”, disse.

O ministro afirmou que o governo ainda realizará estudos para definir o futuro da companhia. Esses estudos serão realizados pelo próprio PPI, pelo BNDES e pelo Ministério de Minas e Energia. Segundo ele, isso será feito de forma criteriosa.

PUBLICIDADE

“Temos muito a fazer antes de poder trazer todas as áreas (da Petrobras) em processos de privatização”, afirmou. “A Petrobras é gigantesca. O MME vem conduzindo um processo adequado e realizado estudos de profundidade”, disse o ministro, referindo-se a estudos para venda de refinarias.

Questionado sobre a privatização da Petrobras – após notícias vazadas -, o ministro ressaltou que já foram privatizadas a BR Distribuidora e a TAG. 

Vale destacar que, em comunicado publicado agora pela manhã na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras esclareceu “que não recebeu qualquer diretriz de seu acionista controlador ou de terceiros a respeito de eventuais atos ou fatos que pudessem justificar possíveis oscilações atípicas do número de negócios e quantidade negociada de suas ações, além daqueles amplamente já divulgados pela Companhia”.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o governo deve enviar ao Congresso o projeto de privatização da Eletrobras em uma ou duas semanas. Ele voltou a comentar sobre a reunião que teve pela manhã com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e parlamentares.

“O que eu pedi é que o governo mostrasse a realidade fiscal do Brasil, a perda permanente da capacidade de investimento e a necessidade permanente de investimentos da própria Eletrobras. Se o governo é o controlador, acaba que é o governo que tem que colocar mais recursos. E assim, estamos tirando recursos, como o governo diz, de investimentos na área social”, disse ele.

Mais cedo, ele disse que trabalhará pela aprovação da desestatização da Eletrobras. Segundo ele, a ideia é montar um projeto que viabilize o investimento privado na estatal, com regulação forte e distribuição de recursos para as regiões atendidas pela companhia.

Telebras (TELB4)

Por meio de fato relevante, a Telebras confirmou que foi informada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações de que a companhia está na lista de empresas que farão parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, ou seja, que devem ser privatizadas.

No comunicado, o diretor de Relações com Investidores, Antônio José Mendonça de Toledo Lobato, afirma que a inclusão tem o objetivo de “estudar alternativas de parceria com a iniciativa privada, bem como propor ganhos de eficiência e resultado para a empresa, com vistas a garantir sua sustentabilidade econômico-financeira”.

A empresa completa ainda que está prevista a constituição de um Comitê Interministerial, com prazo de 180 dias para conclusão dos trabalho a partir da contratação dos estudos para a qualificação da Telebras ao PPI.

A companhia de telecomunicações, entretanto, esclareceu em nova comunicação ao mercado que “ainda não foi formalmente comunicada de sua qualificação no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República.”

“A qualificação da Telebras no Programa de Parcerias de Investimentos se deu na 10ª Reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, ocorrida na data de hoje (ontem), e ainda depende de Decreto para a referida inclusão”, acrescentou.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Conselho do PPI também aprovou a  venda de 20 milhões de ações excedentes da União no Banco do Brasil, volume que pode render até R$ 1 bilhão à União sem prejudicar o controle do governo sobre o banco estatal.

Oi (OIBR3;OIBR4)
A Oi tem a segunda sessão seguida de recuperação após cair quase 50% desde a divulgação dos resultados do segundo trimestre, que apontaram forte queima de caixa e aumentaram a pressão pela troca do comando da companhia. 

Os maiores acionistas da companhia se mobilizam para tentar acelerar a homologação pela Justiça do plano de transição desenhado para viabilizar a troca de comando na operadora. De acordo com o Valor, advogados das gestoras GoldenTree Asset Management, Solus Alternative Asset Management e York Global Finance Fund estiveram ontem reunidos com o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio, onde tramita o processo de recuperação judicial da Oi.

Em relatório, o Itaú BBA destacou ver a queda recente das ações como injustificada, apontando catalisadores positivos à frente (dentre eles, a perspectiva de troca de comando, com grande expectativa para a escolha de Rodrigo Abreu). Os analistas seguem com recomendação outperform (exposição acima da média do mercado) para os ativos. 

Sabesp (SBSP3) e Sanepar (SAPR11)

A Câmara dos Deputados instalou a comissão especial que analisará o projeto de lei que institui um novo marco legal para o saneamento básico no País. A Câmara dos Deputados instalou a comissão especial que analisará o projeto de lei.

O texto, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), foi aprovado pelo Senado em junho deste ano. Ele facilita a abertura do setor para a iniciativa privada e a intenção de alguns Estados de privatizar ou capitalizar companhias estatais.

Quando anunciou a instalação, Maia disse que o grupo deverá analisar a proposta em, no máximo, quatro semanas, e que a Casa “precisa” fazer algumas mudanças no texto vindo do Senado.

“O governo mandou outro projeto, por isso é importante a criação da comissão especial. Já estamos atrasados”, disse sobre o projeto do saneamento.

Elétricas

Depois de seis anos sem realização de nenhum leilão parar oferta de grandes hidrelétricas na região amazônica, o presidente Jair Bolsonaro decidiu que é hora de retomar a construção dessas grandes usinas na região.

O plano veio à tona ontem durante a divulgação de um pacote de novas privatizações, concessões e leilões que o governo pretende fazer nos próximos anos. Na lista dos empreendimentos que o governo pretende oferecer na área de energia, estão as hidrelétricas Bem Querer, em Roraima, e Tabajara, em Rondônia.

Essas duas usinas são ambições antigas do setor elétrico e já estiveram, durante muitos anos, no plano do governo federal, como os governo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Não foram para frente, porém, por causa dos fortes impactos ambientais que envolvem, além de envolverem questionamentos ligados a terras indígenas.

Itaú Unibanco (ITUB4) e SulAmérica (SULA11)

A Coluna do Broadcast informa que o Itaú negocia com a SulAmérica uma parceria para ofertar seguro saúde e odontológico para o setor corporativo. Segundo a publicação, as negociações ocorrem no âmbito da sua plataforma aberta de seguros, lançada há aproximadamente um ano. O banco já fechou parcerias com Amil e Porto Seguro para operar serviços de terceiros.

IMC (MEAL3)

O jornal Valor Econômico traz que a IMC planeja avançar sobre outras áreas do varejo de alimentos, por meio de parcerias ou fusão com outras redes no futuro. Segundo a publicação, os segmentos alvo, que são complementares ao atual portfólio da IMC, são de hamburgueria, “stakehouse” e sorveteria.

A carteira do grupo se diversificou após a união com a MultiQRS, controladora da Pizza Hut, anunciada em julho, mas que depende ainda da aprovação do Cade.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

Invista melhor seu dinheiro: abra uma conta de investimentos na XP – é de graça!