Taxas dos DIs voltam a cair ainda sob influência da ata do Copom

Os juros futuros despencaram mais de 25 pontos-base em alguns vencimentos nesta quarta-feira, estendendo o alívio na curva após o BC indicar que não subirá a Selic e com o petróleo impulsionando a baixa dos títulos nos EUA

Reuters

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SÃO PAULO, 24 ⁠Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a ⁠quarta-feira em queda, superior a 25 pontos-base em alguns vencimentos, com ‌investidores continuando a reduzir prêmios na curva após divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na véspera.

O recuo das ‌taxas futuras no Brasil foi influenciado ainda pela baixa firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,325%, com baixa de 24 pontos-base ante o ajuste de 14,565% da sessão anterior, enquanto a taxa do DI ⁠para ‌janeiro de 2035 estava em 14,235%, com queda de 21 pontos-base ante ⁠o ajuste de 14,443%.

Na terça-feira, as taxas futuras cederam após a ata do Copom indicar que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e que o BC buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no ​primeiro trimestre de 2028 — e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária.

Para parte dos analistas, além de ​descartar eventuais altas, a ata preparou terreno para que o BC possa promover mais cortes da Selic.

Assim, investidores deram continuidade nesta quarta-feira à eliminação de prêmios na curva a termo, em especial nos contratos a partir de janeiro de 2028.

“Desde a semana passada, há maior ceticismo ‌em relação ao BC. O mercado vê um ​BC topando cortar juros, ainda que isso seja leniente com a inflação”, comentou durante a tarde o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, ao justificar o recuo das taxas ⁠dos DIs.

A baixa das ​taxas no Brasil ocorreu ​em sintonia com a queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, onde investidores buscaram pelo ⁠segundo dia os títulos norte-americanos e o ​dólar. Além disso, o petróleo Brent cedia perto de 5% neste fim de tarde, o que também pesava nos rendimentos dos Treasuries, com reflexos na curva ​brasileira.

“A queda do petróleo lá fora ajuda a tirar prêmios da curva (brasileira), e o mercado também acha que há espaço ​para o BC cortar ⁠juros, considerando a ata”, reforçou Spiess.

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Em um movimento praticamente contínuo de queda ao longo do dia, ⁠às 16h13 a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 14,315%, em baixa de 25 pontos-base ante o ajuste da véspera, para depois fechar a sessão regular aos 14,325%.

Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 9 pontos-base, a ​4,406%.

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