Taxas dos DIs passam a ceder após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

No Brasil, reação foi de queda das taxas futuras e do dólar

Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, chega para o casamento de Dan Scavino, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, e Erin Elmore, diretora de Arte nas Embaixadas do Departamento de Estado dos EUA, em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, EUA, em 1º de fevereiro de 2026. REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos EUA, Donald Trump, chega para o casamento de Dan Scavino, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, e Erin Elmore, diretora de Arte nas Embaixadas do Departamento de Estado dos EUA, em Mar-a-Lago, Palm Beach, Flórida, EUA, em 1º de fevereiro de 2026. REUTERS/Nathan Howard

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SÃO ⁠PAULO, 20 Fev (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos ⁠Interfinanceiros) passaram a ceder nesta sexta-feira na ‌esteira de decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou as tarifas comerciais impostas pelo presidente ‌Donald Trump sobre outros países.

O movimento ocorre em sintonia com a queda do dólar no Brasil e do fortalecimento do Ibovespa, com os ativos de maior risco sendo beneficiados pela decisão neste primeiro ⁠momento.

Às ‌12h39, a taxa do DI para janeiro de ⁠2028 estava em 12,565%, ante o ajuste de 12,613% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,42%, ante 13,443%.

A Suprema ​Corte dos EUA rejeitou as tarifas aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a ​ser usada em emergências nacionais. O tribunal decidiu que a interpretação da administração Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede a ‌Trump o poder de impor tarifas ​interferiria nas atribuições do Congresso e violaria um princípio jurídico denominado doutrina das ‘questões principais’.

Essa doutrina exige que as ações do ⁠Poder Executivo de ‘vasta ​importância econômica ​e política’ sejam claramente autorizadas pelo Congresso.

No Brasil, a reação foi ⁠de queda das taxas futuras ​e do dólar, que chegou a ser cotado abaixo dos R$5,19 neste início de tarde, com o ​Ibovespa zerando as perdas vistas mais cedo.

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No exterior, os rendimentos dos Treasuries tiveram movimento inverso ​e subiram, ⁠com os agentes se desfazendo em um primeiro momento dos títulos ⁠norte-americanos após a decisão.

Às 12h46, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 1 ponto-base, a 4,086%. O retorno do papel de 30 anos avançava 2 pontos-base, a ​4,727%.