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As taxas dos DIs fecharam a terça-feira próximas da estabilidade, após tentarem firmar alta ao longo do dia, principalmente as taxas curtas, enquanto os investidores avaliavam dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho brasileiro e analisavam a ata da última reunião do Federal Reserve, em mais uma sessão marcada pela baixa volatilidade com fim do ano.
A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,165% no fim da tarde, ante o ajuste de 13,154% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,575%, ante o ajuste de 13,632%.
No início da tarde, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que o Brasil abriu 85.864 vagas formais de trabalho em novembro. O resultado do mês passado foi fruto de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos e ficou acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 75.000 vagas.
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Os números do Caged saíram após, mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a taxa de desemprego ficou em 5,2% nos três meses até novembro, menor nível da taxa histórica iniciada em 2012. Economistas esperavam que a taxa ficaria em 5,4%, segundo a mediana das previsões em pesquisa da Reuters.
O destaque da agenda no exterior foi a divulgação da ata da última reunião do Fed. O documento mostrou que a autarquia concordou em cortar a taxa básica de juros em sua reunião de dezembro somente depois de um debate com muitas nuances sobre os riscos que a economia norte-americana enfrenta no momento.
De acordo com a ata, até mesmo alguns dos que apoiaram o corte de juros reconheceram que “a decisão foi finamente equilibrada ou que eles poderiam ter apoiado a manutenção do intervalo da taxa básica inalterado”, dados os diferentes riscos enfrentados pela economia dos EUA.
Às 16h45, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 1 ponto-base, a 4,124%.
