Taxas do DI futuro fecham com tendência de queda

Os juros futuros fecharam em queda mesmo com o anúncio por parte da Moody's de que o rating da dívida pública brasileira foi rebaixado

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SÃO PAULO – As taxas dos contratos do DI futuro reverteram a tendência de alta que predominou durante a manhã desta terça-feira, quando a Moody’s anunciou o rebaixamento do rating da dívida pública brasileira, e acabaram por fechar em queda na BM&F.
Moody’s teme calote

A Moody’s anunciou nesta terça-feira que rebaixou o rating dos títulos da dívida pública brasileira de “B1” para “B2”, e de depósitos bancários em moeda estrangeira, de “B2” para “B3”. A agência também reduziu a nota dos títulos da dívida brasileira em reais, de “B1” para “B2”.
A Moody’s alegou que a decisão foi tomada em função da elevação do risco de calote devido ao quadro sucessório brasileiro, e em função das dificuldades que o próximo governo enfrentará para cumprir as promessas de crescimento econômico, dado o apertado orçamento disponível, em função do cumprimento do superávit primário de 3,75% do PIB exigido pelo FMI.

Em linha com a tendência de falta de confiança que têm prejudicado o mercado nacional, o banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley anunciou também nesta terça-feira a redução da recomendação de compra dos títulos brasileiros de market perform para under perform. O banco alegou que apenas um superávit primário da ordem de 4,5% a 5% do PIB conseguiria estabilizar o crescimento da dívida pública brasileira.

Merril Lynch afirma que divida pública é sustentável

Em contrapartida, o banco norte-americano Merrill Lynch divulgou um trabalho nesta terça-feira defendendo que, mantidas a condições atuais, como a atual política de juros e o superávit primário no patamar dos 3,75%, o Brasil teria que crescer em média 2,9% ao ano e então a divida pública estaria sob controle.

Finalmente a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou no final desta tarde o IGP-DI referente ao mês de julho. O índice apontou inflação de 2,05% no período, a maior taxa desde julho de 2000, quando o índice registrou inflação de 2,26%. No mês de junho, o índice havia registrado elevação de 1,74% nos preços.

Dessa forma, a taxa do CDB de 30 dias fechou a 18,80%, queda de 0,31 ponto percentual
em relação ao fechamento de segunda-feira. Já a taxa DI-Over encerrou o dia sem variação, rendendo 17,80%.
Contrato de janeiro de 2003 fechou com taxa de 23,05%

O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2003, registrou uma taxa de 23,05%,
0,69
ponto percentual abaixo
do fechamento de segunda-feira. O número de contratos negociados chegou a 91.540.

Outro contrato que fechou com bom volume negociado foi o com vencimento em outubro de 2002, que registrou taxa de 19,05%.
No fechamento de segunda-feira, a taxa apontada
po este contrato era de
19,61%.

Taxa do contrato de setembro de 2002 caiu para 18,30%

Já o contrato com vencimento mais próximo, o de setembro de 2002, apontou taxa de 18,30%, abaixo da taxa de 18,50%
registrada no último fechamento.

CDB de 30 dias fecha em queda a 18,80%

A taxa do CDB prefixado de 30 dias fechou o dia em queda, rendendo 18,80%
ao ano, enquanto na segunda-feira a taxa atingiu
19,11% ao ano. Por sua vez, a taxa do CDB prefixado de 360 dias encerrou as negociações de hoje
em queda a 26,65%,
abaixo dos 27,36%
na última segunda-feira.
Sem variação, a taxa DI-Over rendia 17,80% ao ano no fechamento de hoje.

A seguir confira o fechamento das taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

Vencimento Taxa atual Taxa Anter Diferença Contr Neg
Setembro de 2002 18,30 18,50 -0,20 9.405
Outubro de 2002 19,05 19,61 -0,56 14.655
Janeiro de 2003 23,05 23,74 -0,69 91.540
Abril de 2003 25,10 25,65 -0,55 6.775
Julho de 2003 26,15 26,53 -0,38 700
Outubro de 2003 27,20 27,65 -0,45 350
Janeiro de 2004 28,15 28,65 -0,50 1.120
Abril de 2004 28,75 29,10 -0,35 150
Julho de 2004 29,30 29,80 -0,50 300