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SÃO PAULO, 5 Out (Reuters) – As taxas dos DIs abriram a sessão de segunda-feira com fortes baixas, próximas de 100 pontos-base nos contratos mais longos, com investidores eufóricos após o resultado do primeiro turno eleitoral.
O desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que superou no domingo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, que será resolvida em segundo turno, também provocou forte redução de prêmios entre os vértices mais curtos da curva.

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Flávio liderou o resultado do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%, uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador
Às 9h37, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,735%, em baixa de 77 pontos-base ante o ajuste de 13,509% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,16%, com queda de 97 pontos-base ante 14,131%.
A euforia dos investidores é resultado direto da votação, que mostrou Flávio com cerca de 2 pontos percentuais à frente de Lula no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%. A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável.
A retirada de prêmios na curva era mais intensa no trecho longo — mais suscetível à política fiscal. Isso porque Flávio é visto como um nome mais propenso a priorizar o ajuste das contas públicas, ainda que seus planos para a área não estejam claros, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de uma parcela relevante do mercado.
Entre os contratos de curto prazo, porém, a redução das taxas também era intensa, refletindo uma percepção de que, se Flávio for eleito no fim do mês, crescem as chances de o Banco Central cortar a taxa básica Selic novamente em 25 pontos-base em novembro ou, até mesmo, ampliar o corte para 50 pontos-base.
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Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano, e um dos empecilhos para a política monetária, na visão dos analistas, é justamente a política fiscal do atual governo.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — mostrava estabilidade, a 5,275%.