Taxas de juros futuros abrem com fraco volume e operando praticamente estáveis

Sem indicadores relevantes nos Estados Unidos, a agenda econômica desta sessão recai sobre indicadores domésticos

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SÃO PAULO – Com fraco volume, as taxas de juros futuros negociadas na BM&F Bovespa abrem a primeira sessão desta semana operando entre leve alta e estabilidade, após divulgação de que o mercado manteve suas projeções para o crescimento da economia doméstica neste ano. 

Sem indicadores relevantes nos Estados Unidos, a agenda econômica desta segunda-feira (12) aparece exclusivamente nacional. O destaque fica com os dados sobre a inflação. 

Relatório Focus
Após 10 elevações semanais consecutivas, o mercado decidiu manter suas projeções para o crescimento da economia brasileira em 7,20%, de acordo com as previsões da última edição do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil nesta manhã.

Além disso, o relatório revelou ainda que o mercado diminuiu a previsão para a taxa básica de juro do País ao final deste ano. Em meio à aproximação de mais uma reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no próximo dia 20 de julho, o mercado prevê que a taxa Selic encerre 2010 em 12% ao ano, e não mais 12,13% a.a. conforme a mediana das estimativas apontava anteriormente. Já no curto prazo, as expectativas foram mantidas, sendo esperada uma elevação da Selic para 11% a.a. em julho.

No que diz respeito à inflação, todas as estimativas foram diminuídas, tanto na perspectiva mensal quanto na anual. Este fato denota menor preocupação do mercado com possíveis pressões inflacionárias na economia brasileira, bem como reflete a estabilidade do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial de inflação, no mês de junho.

Inflação
O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de julho apontou inflação de 0,10%, taxa 0,06 ponto percentual superior à vista na mediação anterior. Os dados foram publicados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

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Fazenda traça teto
No embate dentro do Governo quanto aos rumos da política monetária, o Ministério da Fazenda avalia que houve uma confirmação de sua previsão de desaceleração da economia doméstica e que não há motivos para a Selic ficar acima de 12% ao final do ano.

Contrato de janeiro de 2011 indica taxa de 11,33%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sessão, com vencimento em janeiro de 2011, aponta uma taxa de 11,33%, 0,01  ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira. O número de contratos negociados chega a 
6.710. 

A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F:

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 Vencimento   Taxa atual   Taxa Anterior   Diferença   Contr Neg 
 Janeiro de 2011 11,33 11,32 +0,01 6.710
 Janeiro de 2012 11,90 11,90 0,00 9.280