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SÃO PAULO – A taxa de desemprego total na região metropolitana de São Paulo atingiu no primeiro mês de 2005 seu menor patamar desde janeiro de 2001. Após redução de 0,4 ponto percentual verificada no período, o indicador chegou a 16,7% da População Economicamente Ativa (PEA) do local analisado.
Considerada atípica para o início de ano, a queda no desemprego em janeiro é a nona consecutiva em relação ao mês anterior. No período, o contingente de desempregados diminuiu em 59 mil pessoas, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta-feira (23) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).
Em relação a janeiro de 2004, a redução do desemprego é ainda maior, alcançando 2,4 pontos percentuais, já que naquela época a taxa estava em 19,1% da PEA. No acumulado dos últimos doze meses, foram criadas 365 mil ocupações, número superior ao contingente de 156 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho.
Cresce desemprego por desalento
Ao se considerar caso a caso os componentes da taxa de desemprego, também se nota melhoria em quase todos os itens. Em janeiro, o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação que estão à procura de trabalho, caiu de 10,0% para 9,9%, o que representa o menor valor desde abril de 1997.
Já a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário oscilou de 5,4% para 5,0%, depois de permanecer praticamente estável no mês anterior. O único movimento desfavorável ocorreu no indicador de desemprego oculto por desalento, que variou 1,6% para 1,8%.
A título de explicação convém destacar que o trabalho precário engloba as pessoas que possuem uma “ocupação” (trabalho precário, “bicos” etc) e que estão procurando emprego. Já o desemprego oculto por desalento inclui as pessoas que ficaram sem ocupação e, depois de procurarem emprego por muito tempo, acabaram desistindo da busca, praticamente deixando o mercado de trabalho por desalento.
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Desemprego aumenta para quem tem diploma
A taxa de desemprego cresceu em janeiro de 2005 apenas para o grupo de trabalhadores que possuem ensino superior completo. Neste caso, a elevação da taxa foi de 3%.
Em todas as outras categorias analisadas houve redução do indicador: para quem tem ensino fundamental completo a queda chegou a expressivos 12,1%, enquanto para os analfabetos ou pessoas com ensino fundamental incompleto este decréscimo não passou de 2,2%.
Mais paulistanos empregados
De acordo com os dados regionais da pesquisa do Dieese, o município de São Paulo apresentou nível de desemprego menor que o verificado em toda a região metropolitana. No período, a taxa paulistana diminuiu de 16,4% para 15,9%.
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A Região do ABC, por sua vez, registrou taxa de desemprego de 16,3% em janeiro, ante 17,1% de dezembro. As demais cidades da região metropolitana responderam pelo pior índice, mas ainda assim protagonizaram queda no mês, variando de 18,0% para 17,9%.