Taxa de desemprego aumenta e rendimento recua, segundo IBGE

Taxa de desemprego subiu para 12,4% em abril, enquanto rendimento dos trabalhadores registrou queda frente a 2002

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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quarta-feira, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) relativa ao mês de abril.

Segundo o documento, a taxa de desemprego atingiu 12,4% da população economicamente ativa no período, acima do patamar de 12,1% registrado em março, mas levemente abaixo da taxa de desocupação de 12,5% apurada em igual período do ano passado.

Vale citar que a taxa vem registrando sucessivas altas desde o início do ano, explicadas em grande parte pela sazonalidade do indicador.

Por sua vez, o número de pessoas não economicamente ativas recuou 0,1% de março para abril deste ano e 2,1% de abril do ano passado para o deste ano. Dentre os inativos, foi registrada queda da parcela daqueles que gostariam e estavam disponíveis para trabalhar em relação a março deste ano (-1,1%) e a abril do ano passado (-14,3%).

Rendimento cai em relação ao ano passado

Já o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas foi de R$ 857,00, ligeira elevação de 0,3% em relação a março deste ano, mas apurou forte queda 7,7% frente ao mês de abril de 2002.

Além disso, na comparação entre março e abril deste ano, o rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado avançou 1,7%, enquanto o dos trabalhadores por conta própria recuou 1,2% e dos empregados sem carteira de trabalho caiu 0,9%.

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Na comparação com abril do ano passado, a queda é mais intensa, de 19,1% dos trabalhadores por conta própria, de 8,4% dos empregados sem carteira de trabalho assinada e de 2,4% dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada.

Já o rendimento médio real efetivamente recebido em março pelas pessoas ocupadas situou-se em R$ 868,64, praticamente igual ao do mês anterior, mas 6,3% abaixo do patamar registrado em abril do ano passado.

Na comparação entre fevereiro e março deste ano, os rendimentos efetivamente recebidos registraram pequenas variações: avanço de 1,2% do rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada e quedas de 0,9% e 0,8% dos rendimentos dos trabalhadores por conta própria e o dos empregados sem carteira de trabalho assinada, respectivamente.

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Com relação a março do ano passado, novamente a queda é mais notável: 16,8% para trabalhadores por conta própria, 5,4% para empregados sem carteira de trabalho assinada e 1,6% para empregados com carteira de trabalho assinada.