Tarifas e frustração com elétricos derrubam Honda, que tem 1º prejuízo em 68 anos

Segunda maior montadora japonesa sofreu perda operacional de US$ 2,62 bilhões em 2025, em sinal de mudança abrupta na indústria automobilística global

Agência O Globo

Honda Center arena em Anaheim, na Califórnia
 28/1/2009    REUTERS/Mike Blake
Honda Center arena em Anaheim, na Califórnia 28/1/2009 REUTERS/Mike Blake

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A Honda anunciou na quinta-feira seu primeiro prejuízo operacional desde 1957, após uma grande reestruturação de sua estratégia de veículos elétricos nos Estados Unidos e também como impacto do tarifaço de Donald Trump.

A segunda maior montadora do Japão, atrás apenas da Toyota, atribuiu seu prejuízo operacional do ano passado, de 414,3 bilhões de ienes (US$ 2,62 bilhões), a enormes encargos contábeis em suas operações de veículos elétricos.

A empresa também informou um prejuízo líquido de 423,9 bilhões de ienes (US$ 2,67 bilhões), que, segundo a Bloomberg News, foi o primeiro desde que começou a divulgar resultados consolidados, em 1977.

A Honda anunciou em março que cancelaria o lançamento e o desenvolvimento de certos modelos elétricos nos Estados Unidos, o que resultou em baixas contábeis e outros encargos de 2,5 trilhões de ienes (US$ 16 bilhões).

A Honda atribuiu isso a uma “mudança na política governamental” da administração do presidente americano Donald Trump, incluindo tarifas sobre importações e a eliminação de incentivos fiscais para compradores de veículos elétricos.

A empresa afirmou que houve uma “redução da competitividade” dos produtos da Honda na China e em outros países asiáticos.

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Outras montadoras japonesas, como Toyota e Nissan, também enfrentam dificuldades devido às tarifas americanas, à guerra no Oriente Médio e à forte concorrência de rivais chineses.