Tarifa de trem que levita sobre trilhos seria mais barata que a do metrô

De acordo com coordenador do projeto para instalar o transporte no Rio de Janeiro, preço ficaria em R$ 2,10

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – Construir mais trilhos para trens que levitam seria mais vantajoso para as cidades do que a criação de novas linhas de metrô. É o que considera o professor de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ (Coordenação de Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Richard Stephan.

Segundo Stephan, além de exigir menos investimentos, esse tipo de transporte pode ser mais barato que a tarifa cobrada no metrô do Rio de Janeiro, de R$ 3. “Deve ficar o mesmo preço do ônibus, que é de R$ 2,10”, afirma.

O trem consegue levitar sobre os trilhos, com a utilização de imãs e supercondutores. Em trechos urbanos, a velocidade média seria de 70 km/h, a mesma registrada pelos metrôs.

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O professor também destaca que, como esse tipo de transporte é mais silencioso, pode ser feito em vias elevadas, margeando rios e canais.

Investimentos e projeto

Stephan estima que, para construir linhas desse transporte, os investimentos necessários seriam menores em um terço aos da construção de linhas de metrô. “Além disso, consome menos energia que o metrô e a manutenção é mais simples”, ressalta.

O professor já possui projetos para a construção de linhas do Maglev-Cobra, como é chamado o trem de levitação no Rio de Janeiro. A primeira etapa consistiria em fazer 100 metros de trilhos, na Cidade Universitária, onde está localizada a UFRJ.

Após essa etapa, seriam construídos mais três quilômetros, ligando a universidade ao centro da capital fluminense, e posteriormente, os aeroportos de Tom Jobim e Santos Dumont seriam interligados, totalizando 25 quilômetros de trilhos.

Stephan ainda busca apoio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e do governo estadual do Rio de Janeiro. Além disso, ele afirma já possuir apoio da Camargo Correa, que estaria disposta a financiar 10% da primeira etapa.