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SÃO PAULO – Além do setor de vestuário, a indústria moveleira que quiser importar corre o risco de pagar a mais pela Tarifa Externa Comum (TEC). A idéia foi apresentada pelo Ministério da Fazenda, como forma de proteger os produtores nacionais contra a invasão de artigos de outros países, que encontram um caminho mais fácil para a entrada no Brasil com a desvalorização do dólar.
A idéia é que a taxa passe de 18% para 35% sobre a compra. Para os vestuários, o aumento projetado é de 20% para 30%, o que resultará em um encarecimento de até 15% para malhas e jaquetas comercializadas aqui, no Brasil. Diante desse cenário, fica a dúvida: os móveis também ficarão mais caros?
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), não.
Consumo
O consumo foi de R$ 13,3 milhões no ano passado, dos quais, 2,2% correspondiam a produtos vindos do exterior. “A participação de importados nas vendas é pequena, assim como na fabricação, que é quase 100% nacional. Por isso, não haverá aumento para o consumidor, que já consome produção brasileira”, explicou a Abimóvel.
Dentro das vendas, a maioria, 60%, é destinada à mobília de casas, enquanto os 40% restantes vão para escritórios, escolas, hospitais, restaurantes, etc.
Vendas externas
Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade afirmou ser a favor da medida, uma vez que as vendas externas brasileiras caíram entre 2005 e 2006, por conta da valorização do real frente ao dólar. Há dois anos, as exportações atingiram US$ 991 milhões, caindo para US$ 945 milhões no ano seguinte (-4,64%).
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No mesmo intervalo de tempo, as importações aumentaram de US$ 108 milhões para US$ 136 milhões, representando um fortalecimento de quase 26%.