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Os governadores Eduardo Leite e Ronaldo Caiado afirmaram em entrevista nesta quarta-feira (28), durante um evento em São Paulo, que o PSD ainda não definiu quem será o candidato da sigla para a presidência, mas que já consideram um cenário sem Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa.
O partido de Gilberto Kassab tem agora três presidenciáveis, sendo que um deles será escolhido para representar o partido nas eleições: Caiado, governador de Goiás, que deixou o União Brasil e anunciou a filiação ao partido nesta terça-feira (27), Leite, do Rio Grande do Sul, que entrou no partido em maio do ano passado e o governador Ratinho Júnior, do Paraná.
Em entrevista para a “Globonews”, os mandatários falaram sobre os planos para as eleições presidenciais após Caiado se juntar ao partido.
Oportunidade com segurança!
— Hoje tem-se um partido que temos a certeza absoluta de que teremos um candidato à Presidência da República — afirmou Caiado.
— A vinda do governador Caiado é muito bem recebida. Não haverá prévias (para a escolha de qual dos três será o candidato), será pela discussão interna […] O governador Tarcísio tem nosso profundo respeito, mas naturalmente se visualiza que o caminho que ele terá será a reeleição como governador em São Paulo — disse Leite, que citou que o próprio Tarcísio tem citado que deve optar pela disputa do estado paulista.

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Caiado afirmou ainda que a candidatura do PSD não seria parte de uma “terceira via”, mas mais uma opção da direita. Ele citou possíveis candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Romeu Zema (Novo) como parte do mesmo páreo.
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— Em uma eleição como essa, de vários candidatos, fez com que no segundo turno, no Chile, a centro-direita fosse vitoriosa. Essa tese de ter um número maior de pré-candidatos ou candidatos no primeiro turno é a estratégia mais correta para enfrentarmos a máquina demolidora do governo do PT em uma eleição que todos nós conhecemos a truculência que podem fazer para continuar no poder — disse Caiado.
Segundo o mandatário de Goiás, o nome escolhido pelo PSD contará com o apoio automático de todos os governadores filiados a sigla. Ele também afirmou que o vice da chapa não sairá necessariamente de dentro do PSD.
Outro que fez um paralelo entre as eleições no Chile, que elegeu no ano passado José Antonio Kast, e o Brasil foi o senador Rogério Marinho (PL). Caiado esteve na casa de Flávio Bolsonaro na semana passada, como mostrou O GLOBO, e Marinho participou da conversa por meio de uma chamada de vídeo.
Caiado ouviu de Flávio e de Marinho a tese de que o campo conservador não deveria caminhar para uma eleição plebiscitária desde já, concentrada apenas em Lula contra um único adversário.
Marinho citou que o grupo repetisse o desenho eleitoral do Chile, tendo como referência o arranjo político observado na disputa que derrotou Gabriel Boric e levou Kast à Presidência do país latino-americano. O pleito foi marcado por forte fragmentação no primeiro turno e reacomodações posteriores.
Por essa leitura, a existência de mais candidaturas da direita na largada permitiria ocupar nichos distintos do eleitorado, testar lideranças e ampliar o espaço do campo conservador, com a promessa de convergência posterior contra o PT.
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