Tarcísio pressiona Hugo Motta a pautar projeto que anistia golpistas do 8/1

No último domingo, o governador de SP participou, ao lado de outros governadores de direita, do ato na Avenida Paulista em que houve um pedido de anistia

Estadão Conteúdo

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo (Foto: Reprodução/YouTube)
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo (Foto: Reprodução/YouTube)

Publicidade

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou na manhã desta segunda-feira, 7, que tem conversado com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que a Câmara dos Deputados dê andamento ao projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Na ocasião, os prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados, enquanto os manifestantes exigiam a derrubada do governo e uma intervenção militar.

“Conversei com Hugo Motta na sexta-feira sobre isso. E vou voltar a conversar com ele agora, após a manifestação. Acho que é uma coisa que tem que ser construída e podemos ter o envolvimento de todos nesse processo. Então, é um objetivo a ser alcançado. Eu acho que a manifestação foi uma manifestação que dá impulso e dá força para esse pleito de anistia”, disse Tarcísio em vento sobre a expansão das obras da Linha 4-Amarela do Metrô, em Taboão da Serra.

No último domingo, o governador de São Paulo participou, ao lado de outros governadores de direita, do ato na Avenida Paulista em que houve um pedido de anistia aos golpistas. Na ocasião, o governador comparou o pedido dos bolsonaristas com outros momentos da história, como, por exemplo, a anistia durante a ditadura militar.

Continua depois da publicidade

Até a tarde desta segunda-feira, 197 deputados federais já haviam se colocado como favoráveis ao projeto, segundo o Placar da Anistia do Estadão. Enquanto isso, outros 127 se disseram. Os demais 189 parlamentares ou não responderam ou não se manifestaram. São necessários 257 votos para que o PL da Anistia seja aprovado na Câmara. Se isso acontecer, uma nova batalha será travada no Senado, onde a aprovação parece hoje mais difícil.

Tópicos relacionados