TAM e GOL disparam com percepção positiva de números operacionais

Recuo nas taxas de ocupação não preocupa analistas; empresas continuam líderes no ranking da aviação civil brasileira

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SÃO PAULO – Conforme reportado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na última terça-feira (14), a demanda pela aviação civil brasileira no mercado nacional avançou 9,4% em junho na comparação com igual mês do ano passado, enquanto a taxa de ocupação caiu 1,5 ponto percentual, para 65,4%. No mercado internacional a demanda aumentou 2,6% ao passo que a taxa de ocupação regrediu 3,0 pontos percentuais.

A resposta das ações veio nesta quarta-feira (15). O forte desempenho dos ativos de GOL (GOLL4) e TAM (TAMM4) reflete a visão favorável do mercado em relação aos números. Os analistas do Credit Suisse avaliaram que os dados apresentados pela Anac refletem uma postura mais agressiva das companhias aéreas com relação à política de preços. A equipe da Itaú Corretora, por sua vez, acredita que a demanda continuará a subir.

Apesar das boas projeções, as duas principais companhias brasileiras apresentaram contração em sua participação no total de passageiros transportados no mercado doméstico durante o período.

TAM

No caso da TAM, que se manteve em primeiro lugar, o percentual passou de 48,59%, no sexto mês de 2008, para 44,77%, no mês passado, o que representa uma queda de 3,82 pontos percentuais. Frente a maio (44,90%), a companhia também apresentou queda na participação no total de passageiros transportados no País, de 0,13 p.p..

Segundo os analistas do Citigroup, os números operacionais da companhia foram neutros. “Nós acreditamos que uma reposição gradual dos ‘Fokker 100s’ por ‘Airbus’ menores em sua frota, assim como o plano de aumento no número de aviões (de 76 em 2005 para estimados 130 em 2009) deverão permitir a continuidade da expansão doméstica e internacional da TAM”, afirmaram.

GOL

Já a segunda colocada, a GOL, oscilou de 45,81%, registrados em junho do ano passado, para 42,19% (-3,62 p.p.) no mesmo período deste ano. No entanto, frente a maio, quando a participação da companhia no total dos passageiros era de 42,02%, o resultado foi 0,17 p.p. maior.

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A Itaú Corretora acredita que a GOL “pode continuar a demonstrar melhoras operacionais sustentáveis”, levando em conta três fatores: o relançamento do programa de milhagens, a nova política de multi-tarifas, e a apreciação do real, que deve favorecer a companhia, uma vez que sua receita possui maior exposição ao dólar.

Conquistando espaço

A Azul, mais nova companhia do mercado aéreo brasileiro, vem aos poucos marcando seu espaço entre as maiores do setor. No mês passado, a aérea representou 4,31% do total de passageiros transportados no mercado doméstico. No entanto, sua taxa de ocupação ficou em 76,1%, queda de 3,1 pontos percentuais frente a maio.

Segundo os analistas do Credit Suisse, “um seqüencial declínio na taxa de ocupação em junho pode indicar que a Azul está gradualmente reduzindo sua exposição às promoções de preços, em linha com recentes comunicados da companhia”, disseram.

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Recomendações

A Itaú Corretora destacou que, no setor, suas preferências são os ativos da GOL, que tiveram a recomendação de compra mantida, a um preço-alvo de R$ 25,70 por ação. Já a TAM recebeu a recomendação de desempenho em linha com o mercado, a um preço-alvo de R$ 25,10 por papel.

Desempenho das ações

No pregão desta quarta-feira, os papéis de TAM e GOL dispararam na BM&F Bovespa. As ações preferenciais da primeira registraram variação positiva de 7,67%, encerrando a R$ 23,85. Os papéis preferenciais da GOL subiram 8,00%, para R$ 13,50.