“Talvez estejamos no olho da tempestade”, diz Lorde Rotschild (e cita Brasil)

Jacob Rotschild, da tradicional dinastia de banqueiros, destacou cenário mais complexo para a economia global em 2016

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SÃO PAULO –  A RIT Capital Partners, trust de investimento global fundada pela dinastia de banqueiros da família Rotschild emitiu um alarme para os seus investidores em meio às condições de mercado correntes, com a expectativa de um difícil ano de 2016. Em 2015, o retorno total sobre os ativos líquidos foi de 8,1%. 

Contudo, o fundo segue com perspectivas de que pode ter boas oportunidades neste ano. E, em um movimento para preservar o capital dos acionistas, o RIT lançou no ano passado o Eisler Capital, um hedge fund global em parceria com Ed Eisler, ex-Goldman Sachs.

Os seus fundos possuem foco em oportunidades macroeconômicas globais de investimento, tendo-se estabelecido para atingir retornos ao longo do ciclo. “Em condições turbulentas e voláteis, essas habilidades podem ser de especial relevância e valor “, disse Jacob Rothschild, ou mais conhecido como Lorde Rothschild, chairman da RIT.

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Rotschild ressalta que as condições econômicas têm se deteriorado deste o último trimestre de 2015 e que talvez possamos estar ” no olho da tempestade”.

“Nosso princípio será, portanto, ter cautela em todas as coisas no ano corrente, mantendo-se ágil onde as oportunidades se apresentam. Os problemas têm o hábito de criar oportunidades e continuamos confiantes em nossa capacidade de identificar e lucrar com eles durante 2016”, disse ele em um comunicado. 

Neste cenário, Rothschild espera um 2016 mais complicado, com destaque para uma série de questões, que incluem o fim da flexibilização quantitativa nos EUA, a desaceleração na China, a instabilidade no Oriente Médio e a saúde frágil das economias europeias e norte-americana, enquanto a situação grega segue preocupante. 

O Brasil também é citado por ele, juntamente com Rússia, Nigéria, Ucrânia e Cazaquistão, que estão sendo profundamente afetados pela queda dos preços das commodities. Rotschild também está preocupado com uma eventual saída do Reino Unido da zona do euro. 

Esse é o nosso ponto de vista de que, provavelmente, 2016 acabará por ser mais difícil do que o segundo semestre de 2015. A nossa política será no sentido de uma maior ênfase na busca de retornos absolutos”, afirmou. 

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.