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SÃO PAULO – Vendas recorde de celulose, porém com uma redução do preço médio e da lucratividade, esta é a síntese do resultado da Suzano Papel e Celulose (SUZB5)
no segundo trimestre do ano. Para os analistas, de forma geral, os números não vieram negativos, mas entre o neutro e o positivo.
Puxadas pelo mercado chinês, as vendas de celulose surpreenderam no período. “O forte volume de vendas de celulose surpreendeu positivamente e esperamos que se mantenha em patamar elevado no terceiro trimestre”, avalia o analista da Fator Corretora, Rodrigo Fernandes, em relatório.
Com isso, as vendas de celulose subiram 55% na comparação anual, levando a participação da commodity no volume vendido total para 64%, de 55% no ano anterior. O preço líquido médio em reais, entretanto, marcou uma queda de 12%, devido à desvalorização do dólar no período.
Resultado operacional
A Suzano Papel e Celulose encerrou o segundo trimestre com lucro líquido R$ 439 milhões, valor mais do que o dobro que o apurado no mesmo período do ano passado, quando a empresa lucrou R$ 200 milhões. O resultado operacional, contudo, ficou aquém do esperado.
O Citi, em relatório, mostrou um desapontamento pela lucratividade mais fraca do que o esperado (margem Ebitda 300 pontos-base abaixo do esperado), porém, os analistas comemoraram a forte geração de fluxo de caixa livre, graças a uma redução de R$ 300 milhões no capital de giro.
Na mesma linha, o Credit Suisse comenta o resultado operacional fraco prejudicado por efeitos não-recorrentes, mas, por isso, espera resultados mais claros no segundo semestre. O papel foi mantido como a preferência no setor, com a recomendação outperform (acima da média). O Citi manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 22,00. A Fator, com preço-alvo de R$ 15,95 para junho de 2010, possui recomendação não atraente.