Frigoríficos

Suspeita de mal da vaca louca no Paraná derruba ações de Minerva e JBS

Papéis lideram perdas do Ibovespa no dia; Ministério da Agricultura nega presença da doença no Brasil

SÃO PAULO – As ações de empresas do setor frigorífico sofrem no pregão desta sexta-feira (7) sob suspeitas de um caso de mal da vaca louca no Paraná. Às 11h04 (horário de Brasília), os papéis do JBS (JBSS3, -2,50%, R$ 5,46) e do Minerva (BEEF3, -2,18%, R$ 10,75) contrariavam a trajetória de alta do Ibovespa e o da JBS aparece como a maior queda do índice. Na mínima do dia, as ações chegaram a cair 3,57% e 4,37%, respectivamente.

Citando uma fonte que não quis se identificar, o Valor Econômico publicou nesta manhã que análises conduzidas pelo Ministério da Agricultura identificaram em uma vaca no Paraná uma forma de proteína que costuma aparecer em casos de mal de vaca louca. 

Em nota, o Ministério da Agricultura negou a presença da doença. O órgão esclarece que o caso ocorreu em 2010 e que o animal não manifestou a doença, apesar de possuir o agente causador do mal da vaca louca.

“O episódio não reflete risco algum à saúde pública ou à sanidade animal, considerando o que o animal não morreu em função da referida doença”, conclui o Ministério. O risco da doença no Brasil é classificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como insignificante, conforme status concedido ao país em maio.

Espera pelos estrangeiros
Para o analista Luis Gustavo, da Futura Investimentos, a incerteza dos investidores com relação ao caso pressiona as ações do setor. Ele lembra que, como é um setor muito dependente da exportação, é interessante acompanhar a movimentação dos investidores estrangeiros. As bolsas norte-americanas abrem para negociação apenas às 12h30 (horário de Brasília).

As ações do Marfrig (MRFG3, +0,71%, R$ 8,52), apesar de também abrirem em queda – chegaram a recuar 2,5% -, não acompanham o desempenho do setor. “A Marfrig já vinha de uma queda muito forte [perdas de mais de 25% nesta semana], o fluxo de notícias para ela está um pouco divergente”, explica Luis Gustavo. Recentemente, a empresa captou R$ 1,05 bilhão em uma oferta de ações decepcionante, com um preço de emissão bem abaixo daquele negociado no mercado.